A Aston Martin admitiu que poderia ter escolhido um parceiro motor diferente caso conhecesse antecipadamente o verdadeiro nível de desempenho da Honda para 2026. A declaração surpreendente de Mike Krack surge à medida que a equipa se prepara para introduzir, na Hungria, a primeira grande atualização de chassis liderada por Adrian Newey, antes de a Honda apresentar a sua própria unidade motriz revista em Zandvoort.
A Aston Martin e a Honda começaram a temporada com enormes expectativas, mas a relação foi imediatamente colocada à prova pela falta de desempenho do carro e pelas críticas públicas diretas de Newey à preparação e transparência da Honda. Segundo Krack, a fase inicial difícil acabou por forçar as duas organizações a uma colaboração muito mais estreita, tendo ambas as equipas realizado várias reuniões para discutir a situação. O responsável considera que a relação melhorou imensamente, não só entre a Aston Martin e a Honda, mas também dentro da garagem, no gabinete de engenharia e em toda a colaboração técnica entre Silverstone e Sakura.
Krack acredita que a pressão de tentar recuperar o projeto acabou por unir as duas organizações rapidamente, e defende que ambas devem agora lidar com o revés de forma profissional antes de analisar em detalhe o que correu mal.
“Obviamente, houve muita frustração em Melbourne e alguns comentários bastante fortes do Adrian sobre a situação” afirmou Krack. “Talvez a equipa tivesse feito as coisas de forma diferente, e até escolhido outros parceiros, se aquele nível de desempenho fosse conhecido antecipadamente Sabíamos que haveria muitos momentos difíceis. Tivemos mais do que uma reunião para discutir isso, e penso que a relação melhorou imensamente. Não só entre nós, Aston e Honda, mas também na garagem, no gabinete de engenharia, e em toda a colaboração técnica entre Silverstone e Sakura. Penso que precisamos de maturar, ser profissionais nestas situações e avançar. Se conseguirmos voltar a competir em breve, então poderemos sentar-nos juntos, rever estes últimos seis meses e tirar partido de todas as coisas positivas que aprendemos. Talvez não diretamente nos aspetos técnicos, mas sim na colaboração e no lado humano.”
O presidente da Honda Racing Corporation, Koji Watanabe, esteve presente em Spa, onde se reuniu com o proprietário da equipa Lawrence Stroll, com Newey e com o diretor técnico Enrico Cardile.
“Primeiro, verificámos o estado das atualizações, incluindo o chassis” confirmou Watanabe. “Também tivemos várias discussões relativamente a 2027. Para superar esta situação, precisamos de melhorar todo o sistema, não apenas a unidade motriz, mas também o chassis. No entanto, todos compreendem que reduzir a diferença para as equipas de topo não vai acontecer de um dia para o outro. Por isso, partilhámos quanto progresso fizemos com esta atualização e o que pretendemos alcançar com a próxima. Na F1, é importante lutar como uma só equipa com o mesmo entendimento, por isso falei não só com o Stroll, mas também com o Adrian e o Enrico ontem.”
O próximo fim de semana poderá ser o mais importante do ano para a Aston Martin. Com a entrada em cena da nova atualização, os primeiros sinais poderão dar ânimo à equipa ou, pelo contrário, confirmar que este será mais um ano de sofrimento. Não se espera uma melhoria drástica, mas se a Aston Martin conseguir dar sinais que pode sair da cauda do pelotão em poucas corridas, a atualização terá surtido efeito, ficando à espera das melhorias da Honda, depois da pausa do verão.










