Que corrida! O GP de Itália foi intenso, com muitas manobras de ultrapassagem, mas, no final, foi um italiano a vencer, quebrando a maldição da temporada 2026 que estava a dar azar aos pilotos da casa. Kimi Antonelli largou de 19.º e venceu a sua corrida, com uma recuperação impressionante. Antonelli foi brilhante e não precisou de 20 voltas para se imiscuir na luta pelo triunfo. Uma vitória que pode ser bem a rampa de lançamento final para a sua candidatura ao título.
George Russell terminou em segundo, depois de passar boa parte da corrida na frente, mas a estratégia da Mercedes acabou por favorecer mais Antonelli. Russell lutou sempre de forma limpa, mas o ritmo de Antonelli com pneus médios, depois do último VSC, acabou por ser demasiado forte.
Na terceira posição, Max Verstappen fez uma excelente corrida, ele que esteve na luta pela vitória a certo ponto, mas a valia dos Mercedes foi demasiado evidente. Lando Norris terminou em quarto, depois de uma luta intensa com Oscar Piastri nas últimas voltas, com o australiano ainda a piscar o olho ao pódio, o que não se confirmou.
Lewis Hamilton foi sexto, descontente com os pneus médios que teve de usar durante 50 voltas e com a agressividade de Charles Leclerc, que acabou por ficar fora de prova logo no arranque. Pierre Gasly, que largou da pole, ficou em sétimo, com a corrida possível, à frente de Arvid Lindblad, Franco Colapinto (erro nas primeiras voltas, mas boa recuperação) e Yuki Tsunoda, que volta aos pontos nesta passagem pontual pela Racing Bulls.
60 anos depois, os italianos festejam um triunfo de um compatriota em casa.
O filme da corrida
O GP de Itália, com bancadas repletas de público e paixão era o cenário para esta 13ª jornada do Mundial de F1. Os italianos torciam por uma vitória ou de Kimi Antonelli, ou da Ferrari, mas ambas pareciam difíceis, com Pierre Gasly a largar da pole, logo seguido de George Russell. Charles Leclerc e Lewis Hamilton estavam na segunda linha da grelha, à frente de Max Verstappen e Oscar Piastri, penalizado em três lugares por atrapalhar Liam Lawson. O neozelandês largava da via das boxes, tal como Fernando Alonso, e Antonelli largava apenas da 19ª posição.
Esperava-se uma corrida com apenas uma paragem, mas os 55 °C de temperatura de pista e os 32 °C de temperatura do ar iriam colocar um desafio exigente aos pneus e os monolugares mais duros nas borrachas poderia ter problemas. A chuva essa, não entraria na história do dia.
Couple of changes to note 👀
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Lawson and Alonso will start from the pit lane#F1 #ItalianGP https://t.co/iwnuPQs6qV
Goosebumps as the Italian national anthem rings out around Monza 💚🤍❤️#F1 #ItalianGP pic.twitter.com/dQPeeFYGEv
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A escolha de pneus para o arranque da corrida era variada. Gasly e Russell começavam com os pneus médios, com Leclerc, Hamilton e Verstappen a escolherem os pneus macios. Piastri, Franco Colapinto, Lando Norris, e Arvid Lindblad escolheram os pneus médios Gabriel Bortoleto completava o top 10 com os macios. Yuki Tsunoda, Kimi Antonelli e Fernando Alonso era os únicos a começar com pneus duros.
Pierre Gasly largou bem e manteve a liderança, mas a luta entre Hamilton e Leclerc correu mal para o britânico que perdeu seis posições na primeira volta, depois de um contacto e uma breve passagem pela gravilha na curva 2.
No final da primeira volta Russell atacava o #10 de Gasly e o Mercedes passou para frente, com o Ferrari de Leclerc a agarrar a oportunidade para passar, mas o francês devolveu imediatamente a manobra ao seu amigo. Kimi Antonelli era já 13º, e pouco depois Max Verstappen passou Leclerc pelo terceiro lugar. No final da volta dois Leclerc foi parar às barreiras, terminando assim a sua participação. O incidente provocou bandeiras vermelhas o que abria muitas possibilidades estratégicas.
Huge impact for Charles 🎥
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A reminder that he's out of the car and okay#F1 #ItalianGP pic.twitter.com/AYTRyQn0gI
A ordem do top 10 era Russell, Gasly, Verstappen, Colapinto, Piastri, Norris, Lindblad, Hamilton, Bearman e Ocon. Meia hora depois do incidente, os pilotos regressaram à pista para retomar a corrida.
Todos os pilotos trocaram de pneus: Russell e Gasly optaram pelos duros, tal como todos os pilotos do top 10, exceto Verstappen e Hamilton, que escolheram os médios para este recomeço de corrida.
A corrida foi retomada com uma largada estacionária, mas o procedimento de largada teve de ser repetido, pois Yuki Tsunoda estava na posição errada. Na segunda tentativa, os carros reiniciaram a prova e Russell manteve a liderança, apesar do ataque dos dois Alpine. Verstappen também foi afoito no ataque e pressionou Colapinto com sucesso, subindo ao terceiro posto. Franco Colapinto acabou por sair de pista na primeira Lesmo e caiu para a cauda do pelotão. Antonelli era já oitavo e, pouco depois, subiu ao sexto lugar, superando Norris.
Um pouco mais à frente, Hamilton subiu ao quarto lugar, depois de passar Piastri. Os médios pareciam uma boa escolha neste recomeço, mas, sem necessidade de parar novamente, seria preciso esperar mais umas voltas para entender se foi mesmo uma boa opção.
No início da volta 8, Verstappen agarrou o segundo lugar, depois de ultrapassar Gasly, que já estava a ser pressionado por Hamilton. Na frente, Russell afastava-se da concorrência e estava já longe do Overtake Mode de Verstappen.
Na volta 10, Hamilton subiu aos lugares do pódio, depois de passar Gasly, com o francês a tentar responder, já pressionado por Piastri, que concluiu a manobra pouco depois, com o francês a cair para o sexto lugar. O andamento de Verstappen era forte e, na volta 12, a corrida mudou de líder, com o neerlandês a subir ao primeiro lugar, com Piastri a subir a terceiro e Kimi Antonelli já em quarto. Uma volta depois, Antonelli era já terceiro, enquanto Verstappen se defendia de Russell.
A luta entre Verstappen e Russell mantinha-se quente e aquecia mais com Antonelli por perto. Mas o britânico regressou ao primeiro lugar, enquanto Antonelli estava já ao ataque, de olhos postos no segundo lugar, manobra que se concluiu uma volta depois, na 16.ª. Um pouco mais atrás, Hamilton e Piastri seguiam “pegados”, com várias trocas de posição.
Mas, na volta 18, Antonelli subiu ao primeiro lugar, concluindo uma espetacular recuperação, com as portas do triunfo em casa escancaradas, mas ainda com muitas voltas pela frente. A luta entre o trio da frente era intensa, tão intensa quanto o duelo entre Hamilton e Piastri, com o australiano a subir ao quarto lugar novamente.
As trocas na frente da corrida iam-se multiplicando, com Russell e Antonelli a trocar várias vezes de posição, enquanto Verstappen ficava para trás. A Mercedes dava ordem para que a luta entre os seus pilotos esfriasse, pois a ameaça de Verstappen era persistente.
A meio da corrida, a ordem era Russell, Antonelli, Verstappen, Piastri, Hamilton, Norris, Gasly, Lindblad, Tsunoda e Bearman.
Na volta 28, Lance Stroll ficou parado em pista, o que motivou um Virtual Safety Car. O Aston Martin #18 estava com problemas hidráulicos, e várias equipas tentaram aproveitar para fazer uma troca de pneus mais barata. Antonelli foi chamado para trocar os pneus médios por um novo conjunto de médios, tal como Verstappen, que entrou para colocar pneus duros. O VSC terminou assim que este duo regressou à pista.
Com os pneus novos, Antonelli iniciou um ataque feroz à liderança, ultrapassando quem se atrevesse a colocar-se à sua frente, com Verstappen a seguir a rota do jovem italiano. Russell ficava pressionado com uma estratégia que poderia não o favorecer no final da corrida.
Na volta 35, Hamilton falhou a entrada na curva 1 e facilitou a vida a Antonelli, que regressava aos lugares do pódio e, pouco depois, agarrava o segundo lugar. Max Verstappen demorou um pouco mais, mas também conseguiu regressar ao pódio provisório. Antonelli aproximava-se cada vez mais de Russell, e o fim da corrida poderia ser novamente intenso.
Na volta 41, Piastri regressou aos lugares do pódio, numa luta que prometia animar as voltas seguintes. Mas o foco passou para a frente, com Russell a queixar-se dos pneus e Antonelli a colecionar voltas rápidas. Parecia que a vitória de Antonelli era agora cada vez mais provável. A luta pelo pódio estava também animada, com Verstappen a tentar defender-se de Piastri, com Norris por perto, de tal forma que Norris passou o colega de equipa na volta 48.
Uma volta depois, Antonelli tentou passar Russell, o britânico tentou defender-se e o italiano acabou na caixa de gravilha, atirado pela pista que se estava a desfazer na curva 2. Mais atrás, Piastri regressava ao quarto posto, uma luta que beneficiava Verstappen.
Na volta 50, Antonelli regressou ao primeiro lugar e agarrava a liderança que lhe podia dar a vitória mais saborosa da sua carreira. Os pilotos da McLaren ainda proporcionaram boas lutas até ao final, mas Antonelli tratou de confirmar o triunfo com a volta mais rápida.
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