Estónio herda liderança após furo do rival e garante terceira vitória da carreira…
Robert Virves conquistou este domingo a vitória na categoria WRC2 do Rali da Acrópole, na Grécia, beneficiando de um incidente de Andreas Mikkelsen na fase decisiva da prova. O piloto estónio, navegado por Jakko Viilo, terminou com pouco mais de um minuto de avanço, após o norueguês perder a liderança ao parar para trocar uma roda.
A reviravolta final encerrou um duelo intenso que atravessou todo o fim de semana, marcado pelas exigentes condições de terra, pedras soltas e gestão de pneus nas classificativas helénicas. “Definitivamente não foi o rali mais fácil. Neste último troço, desde o início senti que tínhamos um furo lento e fui a gerir até ao fim”, afirmou Virves. “Foi uma batalha muito forte com o Andreas. É pena que tenha terminado assim, mas isto é o rali.”
Duelo marcado por segundos até ao derradeiro dia
Mikkelsen, ao volante de um Škoda Fabia RS Rally2, liderou desde sexta-feira, terminando o primeiro dia com apenas 8,2 segundos de vantagem sobre Virves. O norueguês consolidou ligeiramente a posição no sábado, chegando ao último dia com 13,9 segundos de margem.
Apesar da pressão constante do estónio, Mikkelsen manteve-se na frente graças a um ritmo consistente e a uma gestão eficaz dos riscos. “Tentei responder sempre que possível. É difícil quando se ouve falar de furos logo à partida, mas estávamos confiantes”, declarou no final da segunda etapa.
Virves, por seu lado, mantinha-se dentro da luta, recordando a edição de 2024, onde perdeu a vitória por desempate após terminar empatado em tempo. A promessa de um desfecho apertado confirmou-se — mas de forma inesperada.
Incidentes e desgaste ditam classificação
O momento decisivo surgiu na derradeira jornada, quando Mikkelsen embateu numa pedra exterior e foi forçado a parar para substituir uma roda, cedendo tempo crucial e a liderança ao colega de equipa na Toksport.
Atrás dos dois protagonistas, Jan Solans assegurou o terceiro lugar, capitalizando uma prova consistente, enquanto Alejandro Cachón terminou em quarto, após um rali marcado por vários incidentes, incluindo danos na carroçaria e no para-brisas.
A prova ficou também marcada pelo abandono de Yohan Rossel, líder do campeonato, devido a problemas mecânicos no sábado, e por múltiplas dificuldades relatadas pelos pilotos face às condições extremas.
Como sintetizou Virves no final: “O carro esteve perfeito em especiais muito duras. Não há muito a dizer — apenas agradecer.”
A vitória reforça a afirmação do estónio na categoria WRC2 e sublinha, mais uma vez, a imprevisibilidade do Rali da Acrópole, onde resistência e gestão podem ser tão decisivas quanto a velocidade pura.








