A edição deste ano das 24 Horas de Le Mans revelou-se dura para as aspirações de Filipe Albuquerque, que terminou longe dos lugares desejados ao volante do Cadillac da Wayne Taylor Racing. Penalizações sucessivas e alguma falta de performance face à concorrência direta acabaram por comprometer o objetivo de lutar pelos lugares cimeiros.
Filipe Albuquerque dividiu a condução do Cadillac com os norte-americanos Ricky e Jordan Taylor, entrando em pista com a ambição declarada de discutir as primeiras posições. Apesar da confiança no ritmo e no potencial da equipa, a prova rapidamente se transformou numa corrida em constante modo de recuperação. As penalizações acumuladas e pequenos problemas ao longo das 24 horas foram afastando o trio da luta direta pela frente da classificação, numa fase em que o carro também deixou de apresentar a performance ideal, tornando cada volta num desafio ainda mais exigente.
Perante um cenário adverso, a Wayne Taylor Racing focou-se em garantir que o protótipo chegava à bandeirada de xadrez, evidenciando um forte espírito de sacrifício e resiliência. Para Albuquerque, esse acabou por ser o principal motivo de orgulho, sobretudo quando comparado com a prestação do ano anterior, considerando que a equipa demonstrou uma clara evolução apesar do resultado final não o refletir.
“Demos absolutamente tudo o que tínhamos, mas Le Mans voltou a não jogar a nosso favor. Sabíamos que tínhamos ritmo e uma equipa fantástica para lutar no topo, e sonhámos que podia ser possível, mas pequenos problemas e as penalizações que fomos sofrendo acabaram por ditar o nosso resultado. A determinada altura deixámos de ter a performance ideal em pista e tudo se torna uma subida íngreme. O lado positivo é a resiliência: nunca baixámos os braços e levámos o carro até ao fim. Tivemos já na parte final alguma dificuldade em aceitar o desfecho, mas saímos daqui de cabeça erguida e com os olhos postos no futuro, até porque fomos muito melhores que o ano passado e isso é muito positivo”










