Mattia Binotto revelou que irá manter o cargo de chefe da Audi na Fórmula 1 após a saída inesperada de Jonathan Wheatley, optando por uma reorganização interna em vez da nomeação de um substituto direto.
A saída de Jonathan Wheatley ocorreu entre os Grandes Prémios da China e do Japão, com efeito imediato, menos de um ano após ter assumido funções como team principal, vindo da Red Bull. Em resposta, a Audi implementou uma reestruturação interna, com Mattia Binotto, responsável pelo projeto, a assumir interinamente as funções de liderança.
Esta mudança surgiu de forma inesperada e surpreendente, como revelado por Binotto em declarações ao site da F1:
“Foi tudo muito rápido, muito inesperado para toda a equipa. Foi uma saída repentina. Não creio que haja muito a dizer. Falou com o nosso CEO e com o conselho de administração da equipa, mencionando que não se podia comprometer a longo prazo por motivos pessoais que não podemos julgar ou comentar.
Decidimos, dado que ele não se podia comprometer, libertá-lo das suas funções. Penso que, como equipa, ainda não assimilámos isso. Foi apenas [na semana passada] e agora estamos aqui no Japão com um fim de semana de corridas pela frente.”
Segundo Binotto, a equipa não pretende contratar um novo chefe de equipa, mas sim alguém que o apoie durante os fins de semana de corrida, uma vez que o italiano pretende concentrar-se maioritariamente no trabalho de fábrica, considerado essencial para a transformação e desenvolvimento da estrutura.
Mattia Binotto, citado pelo Crash.net:
“Para o futuro, não estamos à procura de um novo team principal. Eu vou manter o cargo. Mas vou precisar de alguém que me apoie nos fins de semana de corrida, porque não estarei sempre presente. Preciso de me focar sobretudo na fábrica.
A equipa manteve-se focada e concentrada este fim de semana e, operacionalmente, esteve muito bem. Podemos estar satisfeitos, mostrando que não se trata de um indivíduo, mas da equipa. Por isso, não estou preocupado com o futuro por causa de indivíduos.
Se olharmos para o desempenho da equipa, foi novamente muito bom. Tivemos ótimas paragens nas boxes e diria que foi, de forma geral, bem gerido.”
Para um projeto tão recente, é surpreendente ver tantas mudanças de liderança. Andreas Seidl durou pouco mais de um ano como responsável máximo pelo projeto, com Mattia Binotto a assumir a liderança desde meados de 2024, posição que mantém desde então.
A entrada de Jonathan Wheatley parecia ser um trunfo bem jogado, pela experiência e pela qualidade do trabalho que demonstrou na Red Bull. Esta saída é um golpe por impedir que a Audi ganhe estabilidade na liderança e por significar a perda de um elemento que, no pouco tempo em que esteve na equipa, iniciou melhorias que se começaram a notar. Binotto assume o papel, mas sabe que o seu foco tem de estar não só na parte desportiva, mas, acima de tudo, na melhoria estrutural da equipa. Resta saber quem vai assumir o lugar de braço direito do italiano.










