Red Bull ‘afundada’ no meio do pelotão após sexta-feira difícil
Um ano depois de uma vitória autoritária em Suzuka, a Red Bull enfrenta um cenário radicalmente diferente no Grande Prémio do Japão. Max Verstappen terminou a sexta-feira mergulhado no meio do pelotão, longe do ritmo de Mercedes, McLaren e Ferrari, e admitiu que repetir o triunfo da época passada “pode ser um passo demasiado grande” nas condições atuais.
Verstappen fala em “grandes problemas” e carro sem equilíbrio
As dificuldades já tinham sido evidentes na China, onde a Red Bull passou o fim de semana a lutar com Alpine, Racing Bulls e Haas, e o quadro não melhorou no Japão: em Suzuka, Verstappen foi sétimo no TL1 e apenas décimo no TL2, sempre a mais de um segundo dos mais rápidos. No final do dia, o neerlandês não suavizou o diagnóstico. Explicou que ao RB22 está “a faltar equilíbrio e aderência”, com comportamentos opostos entre as duas sessões, e resumiu a jornada como “não um bom dia”, sublinhando que há “muito trabalho pela frente” para perceber a origem dos problemas.
O quatro vezes campeão do mundo reconheceu que a equipa tem histórico de conseguir grandes saltos de performance entre sexta e sábado, mas desta vez mostrou-se prudente. “É muito difícil de resolver neste momento, por isso não espero milagres durante a noite”, afirmou, defendendo que o foco passa por “entender melhor” onde estão as limitações antes de pensar em lutar por pódios.
Red Bull presa no meio do pelotão e à espera da pausa de abril
Os dados de ritmo confirmam a sensação de pista: em Suzuka, a Red Bull volta a surgir “bloqueada” no grupo intermédio, bem atrás das três principais referências do início de 2026, num prolongamento do arranque de época mais difícil da era híbrida elétrica. Dentro da estrutura, a esperança é que a longa pausa competitiva de abril permita analisar em profundidade o RB22 e encontrar respostas para um pacote que Verstappen descreve como “incrivelmente difícil de pilotar”, sobretudo em termos de equilíbrio e degradação dos pneus.












