Oscar Piastri admitiu que a McLaren continua a perder demasiado tempo para a Mercedes em Xangai, apesar de ter garantido o quinto lugar na grelha da Sprint e de se mostrar satisfeito com a volta que conseguiu extrair do carro.
O australiano explicou que a maior fatia da diferença está concentrada no terceiro sector do Shanghai International Circuit, onde calcula um atraso de cerca de seis décimos por volta face aos W17.
“Foi razoável”, resumiu após a qualificação Sprint. “O salto de aderência dos médios para os macios foi bastante grande, mas o ‘gap’ para a Mercedes é bastante impressionante, por isso há coisas em que temos de trabalhar.” Ainda assim, Piastri sublinhou que, do seu lado, pouco mais havia a fazer: “O carro pareceu bem. Foi uma boa volta e não acho que tivesse muito mais para dar.”
A análise por sectores deixa claro onde a McLaren está a perder terreno para o duo Russell/Antonelli. “No Sector 1 parecíamos bem, mas perder seis décimos no último sector é impressionante”, reconheceu. A leitura vai ao encontro do diagnóstico interno da equipa de Woking, que tem apontado o foco para a forma como o novo pacote 2026 gera aderência e tração na parte final da volta, em particular nas curvas de saída lenta e nas longas zonas de aceleração plena, onde a combinação de eficiência aerodinâmica e gestão da unidade motriz faz a diferença.
McLaren vê margem de progressão apesar de cenário “pessimista” em Melbourne
As declarações de Piastri surgem depois de um início de época em que a McLaren assumiu ter entrado 2026 em desvantagem face a Mercedes, Ferrari e Red Bull, sobretudo em ritmo de corrida. O australiano já tinha admitido que a prestação em Melbourne pode ter dado uma imagem “pessimista” do verdadeiro potencial do carro, mas insiste que a equipa está longe de se resignar ao papel de segunda linha.
“Sabemos que a Mercedes é incrivelmente forte e temos tempo de lá chegar”, tinha explicado antes do fim de semana. Em Xangai, o quinto lugar na Sprint Qualifying, aliado ao terceiro de Lando Norris, confirma que a McLaren está claramente na frente do pelotão perseguidor – mas também que, como Piastri fez questão de frisar, ainda há um caminho significativo a percorrer para transformar bons sectores iniciais em voltas completas ao nível da nova ‘referência prateada’.
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