F1, Kimi Antonelli: “precisamos de algumas corridas antes de tirar conclusões sobre o regulamento”
Kimi Antonelli fechou o Grande Prémio da Austrália de Fórmula 1 com um sólido segundo lugar, contribuindo para a dobradinha da Mercedes na estreia da nova era da disciplina. O jovem piloto de 19 anos descreveu a corrida como “muito boa”, apesar de um arranque difícil que o obrigou a recuperar várias posições.
“Foi o melhor início de temporada que podíamos desejar. Infelizmente, o meu arranque foi muito mau, perdi várias posições e tive de recuperar. No geral, foi uma boa corrida. O ritmo foi muito forte, especialmente no final”, afirmou Antonelli.
Recuperação sólida após arranque problemático
Antonelli explicou que o início da corrida foi condicionado por um problema na saída da última curva, que afetou o tempo de reação do carro: “Não tinha potência à saída da última curva, o carro não respondia e o arranque foi mesmo mau. Foi muito stressante, perdi muitas posições e tive de ir atrás. Mas o carro estava muito forte e foi divertido no final”, revelou.
O piloto elogiou ainda o trabalho da equipa de mecânicos, apontando o resultado como reflexo do esforço colectivo após um fim de semana difícil: “O resultado de hoje deve-se muito aos mecânicos, pelo trabalho incrível depois do TL3. Terminar assim foi uma excelente forma de fechar o fim de semana”, acrescentou.
Ritmo e ultrapassagens marcaram a estreia da nova era
A nova regulamentação técnica parece ter permitido corridas mais animadas e oportunidades reais de ultrapassagem. Antonelli confirmou que as primeiras voltas foram particularmente intensas: “As ultrapassagens foram incríveis. O início foi cheio de ação, com o novo sistema a permitir muito mais oportunidades de luta. Foi muito bom”, contou o piloto da Mercedes. Antonelli considerou ainda positivo o espetáculo em pista, salientando que “a prova acabou por ser melhor do que todos esperávamos”.
Foco em Xangai e aprendizagem com o novo carro
Questionado sobre o que a Mercedes aprendeu durante o primeiro fim de semana da época, Antonelli destacou a importância da adaptação às novas unidades motrizes e à gestão da energia: “Foi uma enorme aprendizagem para todos. O teste é uma coisa, o fim de semana de corrida é completamente diferente. Em Xangai será essencial acertar desde o início, porque há apenas uma sessão de treinos antes da qualificação”, explicou.
O italiano considerou que esta primeira corrida foi “provavelmente a mais exigente possível em termos de energia”, mas viu nela um passo fundamental na compreensão do novo monolugar: “Esta corrida ajudou-nos a perceber onde devemos concentrar o desenvolvimento. O ritmo de evolução será enorme, e é importante não dar um passo em falso, porque a situação pode mudar muito depressa”, sublinhou.
Expectativas prudentes para as próximas corridas
Sobre o potencial das novas regras, Antonelli pediu tempo antes de avaliar o impacto total das mudanças: “Hoje o espetáculo foi muito melhor do que antecipamos. Mas precisamos de mais algumas corridas antes de tirar conclusões sobre o regulamento”, afirmou.
FOTO Pirelli
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Canam
9 Março, 2026 at 10:46
Lógicamente que quem ganha diz sempre bem do regulamento. É normal.E mesmo sabendo que estes carros são maus por agora, lógicamente que não tem ordens da equipa para dizer outro discurso. Alem disso tem alguns tiques rusticos como entradas de ar em batata, etc. É o caso da Racing Bulls que apresenta um tijolo achatado em cima ! Andar para trás…o Copersucar teve uma coisa parecida…há quase 50 anos !
Pity
9 Março, 2026 at 11:09
Antonelli diz algo muito lógico: são precisas mais corridas para aferirmos dos benefícios ou malefícios do novo regulamento. Quando há mudanças de regulamento, há sempre desconfiança. Há quem goste, há quem não goste… depois toda a gente se habitua.
A F1 não é só desporto, nem só tecnologia, é uma simbiose dos dois, pelo que não pode esquecer os avanços tecnológicos e as preocupações ambientais.