A nova era regulamentar da Fórmula 1 arranca esta semana em Melbourne, com a Haas F1 Team a assumir como prioridade uma execução irrepreensível e a fiabilidade, num pelotão intermédio que se antevê extremamente equilibrado.
O diretor da equipa, Ayao Komatsu, reconhece que, apesar de uma preparação de pré-época produtiva, subsistem incógnitas quanto à hierarquia competitiva. Os testes no Bahrein permitiram consolidar a fiabilidade e aprofundar o conhecimento do monolugar, nomeadamente ao nível da interpretação dos novos regulamentos e da gestão de energia. Ainda assim, o responsável japonês alerta para a diferença substancial entre testar durante vários dias num único circuito e enfrentar um fim-de-semana de Grande Prémio, onde o tempo de adaptação é significativamente mais reduzido.
A compressão do programa de treinos livres de sexta-feira representa um dos principais desafios. O trabalho que anteriormente podia ser distribuído ao longo de meio-dia de testes terá agora de ser realizado em apenas duas saídas à pista na primeira sessão de treinos livres.
Outro fator determinante será a recuperação de energia, considerada crucial no atual enquadramento técnico. Segundo Komatsu, o traçado de Albert Park colocará exigências superiores às do Bahrein neste domínio. A qualificação, em particular a Q1 com 22 monolugares em pista, poderá igualmente revelar-se crítica, sobretudo na gestão do tráfego.
Apesar das incertezas, a Haas acredita que, assegurando os fundamentos e uma execução eficaz, poderá posicionar-se na luta do meio do pelotão, idealmente aproximando-se da sua frente.
Em antevisão ao Grande Prémio da Austrália, Ayao Komatsu afirmou:
“Todos estão entusiasmados com esta primeira corrida nesta nova era de regulamentos, e o meio do pelotão vai ser muito competitivo. Não creio que alguém saiba exatamente onde se encontra, mas, da nossa parte, tivemos uma preparação de pré-época muito positiva. A fiabilidade foi boa, continuámos a aprender sobre o carro, a compreender os regulamentos e a gerir a energia.
No entanto, é um cenário completamente diferente, cumprir seis dias de testes num circuito e depois chegar a Melbourne e começar imediatamente em força na primeira sessão de treinos livres.
O que fazíamos durante meio-dia no Bahrein terá de ser feito essencialmente em duas saídas à pista no TL1 — esse é o grande desafio deste ano. Melbourne, em termos de recuperação de energia, que é crítica este ano, será muito mais exigente do que o Bahrein. Na Q1 da qualificação será um enorme desafio gerir o tráfego, tanto na volta de saída como ao longo da sessão.
Acredito que, com o trabalho realizado na pré-época e com o desempenho que o carro demonstrou, se cumprirmos o essencial e executarmos bem, poderemos competir onde pretendemos — pelo menos no meio do pelotão, idealmente mais perto da frente desse grupo. Há muito entusiasmo, mas também expectativa. De certeza que surgirá algo inesperado, mas, como sempre, teremos de reagir rapidamente. Será um grande teste.”










