A FIA iniciou testes a um procedimento de partida mais longo para os monolugares de Fórmula 1 de 2026, depois de preocupações levantadas pela McLaren quanto à complexidade do novo sistema, com a necessidade de colocar o turbo na rotação ideal a complicar o processo.
As novas unidades motrizes exigem que os pilotos mantenham o motor em rotações elevadas durante mais de dez segundos para permitir que a unidade motriz (em especial o turbo) fiquem prontos para a largada, o que levou o diretor de equipa Andrea Stella a alertar para o risco de partidas problemáticas.
Após discussão na reunião da Comissão de F1, no Bahrein, a federação introduziu um período adicional de cinco segundos entre o alinhamento na grelha e o início da sequência de luzes. O teste resultou numa simulação de partida considerada limpa no final do dia de trabalhos de quarta-feira.
A FIA confirmou que continuará a experiência após cada meia jornada de pista até ao final dos testes, antes de decidir qual o procedimento definitivo para o arranque da temporada na Austrália.
Mark Temple disse que a McLaren ficou satisfeita com o ensaio e explicou:
“Havia algumas preocupações levantadas anteriormente e esta foi uma oportunidade para juntar vários carros e simular aquilo que esperamos que seja o procedimento real de partida. Pelo que observei, tudo pareceu bastante normal, o que ajuda a dissipar receios, porque quando todos estão preparados e seguem os procedimentos, não deverá ser um grande problema”.
O responsável acrescentou que o sistema deverá funcionar de forma adequada, embora admita pequenos ajustes e nova recolha de opiniões de pilotos e equipas antes de uma decisão final.










