James Vowles traçou um plano de longo prazo para devolver a Williams a um patamar competitivo na Fórmula 1, assumindo que está a tentar corrigir “20 épocas de subinvestimento” na estrutura de Grove. Após um primeiro ano difícil ao comando, em 2024, a equipa deu um salto claro em 2025, terminando em quinto no Campeonato de Construtores, o seu melhor resultado desde 2017.
Vowles explicou que a reconstrução da Williams passa, antes de mais, por transformar os sistemas internos da equipa, desde as ferramentas de gestão, aos programas de simulação e à organização dos dados, que ainda não funcionam de forma integrada como pretende. O objetivo é que, até ao final do próximo ano, exista uma base tecnológica coerente que permita desbloquear desempenho em pista, sustentando os progressos alcançados com o FW desta época.
“Estamos sobretudo a dar passos atrás dos bastidores” disse ao racingnews365.com. “Existem ferramentas de ERP, mas não estão a funcionar tão bem quanto eu preciso. Há ferramentas de simulação, mas também não funcionam como eu quero. Já temos dados, mas definitivamente não estão ligados da forma que pretendo.”

Apesar de reconhecer que o novo regulamento técnico de 2026 representa uma incógnita, o responsável britânico quer, no imediato, consolidar o quinto lugar obtido em 2025 e evitar qualquer recuo para a metade inferior da tabela.
“Em termos de campeonato de construtores, demos um bom passo este ano. O meu objetivo absoluto é não recuar a partir daqui. Quinto lugar é o mínimo que estabeleço para o futuro. Acho que é realista, acho que é alcançável.”
O chefe de equipa destaca ainda a cultura de melhoria contínua instalada em Grove, com ciclos regulares de análise sobre que decisões teriam sido diferentes seis meses antes, à luz da informação atual. Até agora, garante que não mudaria o rumo seguido, algo que interpreta como sinal de decisões estruturais corretas, mesmo sem saber o que as equipas rivais estão a preparar para 2026.
Quando questionado sobre o horizonte temporal para ver a Williams novamente em condição de lutar por títulos, Vowles aponta para 2028 como referência do seu plano. Sublinha, contudo, que inverter duas décadas de investimento insuficiente não se faz em três anos, reforçando a ideia de um projeto de reconstrução profunda e paciente, mais estrutural do que imediatista.
“Soa extraordinário, mas são 20 épocas de subinvestimento que estou a tentar desfazer, e isso não se resolve em três anos.”










