Maurizio Arrivabene, antigo diretor de equipa da Ferrari, criticou publicamente a iniciativa de Lewis Hamilton de preparar documentos técnicos para ajudar a Scuderia a regressar à luta pelos títulos mundiais, classificando esse tipo de contributo como “quase inútil”. As declarações surgem após uma época de estreia particularmente difícil do britânico ao volante da Ferrari.
Lewis Hamilton viveu uma temporada de 2025 muito abaixo das expectativas na sua primeira época com a Ferrari. A equipa italiana terminou o campeonato sem qualquer vitória e caiu do segundo para o quarto lugar no Mundial de Construtores, enquanto o sete vezes campeão do mundo não conseguiu subir ao pódio em nenhuma corrida, algo inédito na sua carreira na Fórmula 1.
Perante este cenário, Hamilton revelou ter preparado vários documentos com observações e propostas de melhoria, assegurando estar disposto a “ir mais além” para ajudar a Ferrari a voltar a lutar por campeonatos. No entanto, essa abordagem foi alvo de críticas por parte de Arrivabene, que estabeleceu um paralelismo com a passagem de Sebastian Vettel pela equipa.
O antigo responsável máximo da Ferrari defendeu que o papel do piloto deve centrar-se no feedback em pista e não na tentativa de assumir funções técnicas que competem aos engenheiros.
Maurizio Arrivabene afirmou:
“O Sebastian Vettel também enviava esse tipo de dossiês. Escrevia, falava e partilhava tudo.”
Questionado sobre a utilidade desses documentos, respondeu:
“Quase inúteis. Não quero dizer nada de negativo sobre o Sebastian, mas cada um deve preocupar-se com o seu trabalho. Quando um piloto começa a fazer de engenheiro, acabou. Aí está tudo perdido. Os pilotos passam dois ou três dias no simulador e ficam com uma impressão geral, mas o diabo está nos detalhes. Quando o carro está em pista, o piloto tem de fornecer feedback relevante para que os engenheiros possam fazer melhorias específicas, sobretudo quando existe potencial.”










