Filipe Albuquerque encerrou no Circuito das Américas, em Austin, a preparação de pré‑época para o Campeonato Norte‑Americano de Resistência (IMSA) de 2026, ao volante do Cadillac da Wayne Taylor Racing. A sessão de testes marcou mais um passo importante rumo às 24 Horas de Daytona, prova que abrirá a nova temporada já em janeiro.
Ao longo de dois dias, o trabalho incidiu sobretudo em testes de aerodinâmica e de afinação do Cadillac, com o piloto a destacar uma evolução positiva face à base de 2025, ainda que sem referências directas à concorrência até ao primeiro confronto em Daytona. Filipe Albuquerque sublinha que, nesta fase, qualquer análise comparativa com os adversários não passa de suposições, uma vez que todas as equipas estão igualmente focadas em desenvolver os seus protótipos.

O português salienta também o impacto dos futuros ajustamentos de Balance of Performance, lembrando que estes serão influenciados pelos resultados das últimas corridas e poderão alterar o equilíbrio de forças no pelotão. Apesar de um optimismo cauteloso, o piloto reforça a necessidade de manter um trabalho intenso e metódico para poder lutar pelos objectivos traçados em 2026, antes de entrar numa fase de pausa e recuperação física e mental. Entre 16 e 18 de janeiro, Daytona recebe o Roar Before the Rolex 24, ensaio geral que antecede as míticas 24 Horas.
“Foram dois dias produtivos” disse Albuquerque. “Fizemos testes de aerodinâmica para a Cadillac e testes de afinações do carro. Pareceu‑me que estava tudo bem e que estamos no bom caminho em termos de comparação com o ano passado. Mas, apesar de sentir isso, temos de perceber como estamos face à concorrência, porque todos eles estão a evoluir e a trabalhar nos seus carros. Neste momento não temos como nos comparar com os adversários, só mesmo quando estivermos em Daytona e quando todos estiverem a dar tudo. Até lá são meras suposições.”
“Para além de todo o trabalho de pré‑época, que é muito importante, temos depois de considerar também os ajustes do Balance of Performance, que vão refletir os resultados das últimas corridas. Há muitas variáveis a ter em consideração. Apesar de estarmos otimistas para o novo ano que se aproxima, sabemos que temos de continuar a trabalhar de forma afincada para lutarmos pelos nossos objetivos. Vai ser interessante analisar o que cada um fez neste interregno. Agora é tempo de descansar para regressarmos em janeiro com as baterias recarregadas.”












