A Cadillac, que fará a sua estreia na Fórmula 1 no próximo ano, reforçou que a distribuição das suas operações por diferentes instalações não irá comprometer a eficiência da equipa. O construtor norte-americano prepara-se para integrar o campeonato com uma estrutura repartida entre os Estados Unidos e o Reino Unido.
A equipa terá a sua sede principal em Fishers, Indiana, enquanto a fábrica de unidades motrizes será construída em Charlotte. Paralelamente, manterá uma base em Silverstone e utilizará um túnel de vento localizado na Alemanha, por não existir uma infraestrutura equivalente nos EUA que satisfaça os requisitos técnicos.
Pat Symonds, consultor sénior de engenharia da Cadillac e figura com vasta experiência na Fórmula 1, sublinhou que a dispersão geográfica já não representa um obstáculo operacional. Lembrou que, após a pandemia, a comunicação digital e o trabalho sincronizado à distância se tornaram práticas normalizadas, permitindo coordenar equipas distribuídas sem perda de desempenho.
Apesar de algumas das instalações ainda estarem em fase de conclusão, a equipa prevê que todas estejam operacionais até ao último trimestre de 2025, tornando a estrutura mais integrada.
“Esta é uma equipa americana, mas é prático utilizar o conhecimento que existe na Europa”, afirmou Pat Symonds. “Hoje, trabalhar em vários locais deixou de ser um desafio. A comunicação tornou-se simples e eficaz. Não importa se alguém está em Charlotte, Colónia ou ao meu lado – conseguimos trabalhar como uma só equipa.”










