Guenther Steiner revelou o seu top da Fórmula 1: No The Red Flags Podcast, o italiano elege Fangio, Stewart, Senna e Lauda acima de Hamilton e Schumacher nos melhores pilotos da Fórmula 1.
Guenther Steiner, figura bem conhecida da Fórmula 1, foi convidado pelo The Red Flags Podcast para revelar o seu top 10 de pilotos de todos os tempos — numa altura especial, em que a temporada de 2025 assinala os 75 anos da F1, e onde se multiplicam o debate e as celebrações em torno dos maiores talentos da história.
A surpreendente lista de Steiner deixou quer Lewis Hamilton quer Michael Schumacher fora do top quatro, apesar do impacto histórico de ambos.

Steiner justifica as suas escolhas
Questionado sobre a razão de Hamilton não figurar nos lugares cimeiros, Steiner explicou: “Os outros pilotos, para mim, é como… temos quantos anos de história na F1? 75 anos, e só porque ele ainda está a correr, não o coloco no topo. Ele ganhou muitos campeonatos, e tenho muito respeito pelo que faz, Lewis. Mas olho mais para a era.
E por isso, quando me perguntam quem acho o melhor piloto, nunca sei, são épocas diferentes.
Mas respeito muito o que fez. Começou muito simples no automobilismo e conseguiu tornar-se não só piloto, mas também uma estrela mundial. Como piloto, respeito o facto de ter sido sempre rápido. No seu auge, cometia menos erros do que os concorrentes. Era muito previsível em não falhar durante a corrida, trazia tudo até ao fim e executava muito bem.”
Schumacher surge em quinto
Sobre Michael Schumacher, que figura no quinto lugar, Steiner esclareceu: “Há outros pilotos de quem gosto mais! Não é que não goste do Michael. Respeito o que fez pela Fórmula 1, foi de facto algo incrível. Veio dos carros de resistência da Mercedes, foi para a Benetton e ganhou tudo. Mas o maior feito foi ir para a Ferrari e fazer o que fez lá. Fez história.”

Fangio, Stewart, Senna e Lauda lideram o top de Steiner
Os quatro lugares de topo, acima de Hamilton e Schumacher, são ocupados por Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Ayrton Senna e Niki Lauda.
Steiner considera Juan Manuel Fangio o maior de todos, afirmando que a sua mestria não se restringia à condução: “Fangio ganhou títulos com Alfa Romeo, Maserati, Mercedes e Ferrari. Era perito em mecânica, sabia como afinar o carro na perfeição, numa altura em que a fiabilidade era tão decisiva como a velocidade. Venceu cinco campeonatos, tem o recorde da maior percentagem de vitórias, foi campeão mais velho e partiu da pole position em cerca de 56% das corridas. É quase impossível comparar os pilotos dos anos 50 com os de hoje, mas há uma razão pela qual grandes nomes como Emerson Fittipaldi o consideram um ídolo.”
Os “campeões ausentes” e a dificuldade de comparar eras
Steiner também deixou de fora outros nomes ilustres, como Fernando Alonso, Jim Clark, Jack Brabham e Nelson Piquet, apesar de serem todos múltiplos campeões do mundo. A sua classificação reforça a ideia, amplamente debatida no The Red Flags Podcast, de que comparar gerações e estilos é sempre uma tarefa complexa e subjetiva, mas a paixão pelos feitos e personalidades da F1 atravessa todas as eras.









