Guenther Steiner coloca Fangio, Stewart, Senna e Lauda acima de Hamilton e Schumacher

Por a 16 Outubro 2025 11:32

Guenther Steiner revelou o seu top da Fórmula 1: No The Red Flags Podcast, o italiano elege Fangio, Stewart, Senna e Lauda acima de Hamilton e Schumacher nos melhores pilotos da Fórmula 1.

Guenther Steiner, figura bem conhecida da Fórmula 1, foi convidado pelo The Red Flags Podcast para revelar o seu top 10 de pilotos de todos os tempos — numa altura especial, em que a temporada de 2025 assinala os 75 anos da F1, e onde se multiplicam o debate e as celebrações em torno dos maiores talentos da história.

A surpreendente lista de Steiner deixou quer Lewis Hamilton quer Michael Schumacher fora do top quatro, apesar do impacto histórico de ambos.

Steiner justifica as suas escolhas

Questionado sobre a razão de Hamilton não figurar nos lugares cimeiros, Steiner explicou: “Os outros pilotos, para mim, é como… temos quantos anos de história na F1? 75 anos, e só porque ele ainda está a correr, não o coloco no topo. Ele ganhou muitos campeonatos, e tenho muito respeito pelo que faz, Lewis. Mas olho mais para a era.

E por isso, quando me perguntam quem acho o melhor piloto, nunca sei, são épocas diferentes.

Mas respeito muito o que fez. Começou muito simples no automobilismo e conseguiu tornar-se não só piloto, mas também uma estrela mundial. Como piloto, respeito o facto de ter sido sempre rápido. No seu auge, cometia menos erros do que os concorrentes. Era muito previsível em não falhar durante a corrida, trazia tudo até ao fim e executava muito bem.”

Schumacher surge em quinto

Sobre Michael Schumacher, que figura no quinto lugar, Steiner esclareceu: “Há outros pilotos de quem gosto mais! Não é que não goste do Michael. Respeito o que fez pela Fórmula 1, foi de facto algo incrível. Veio dos carros de resistência da Mercedes, foi para a Benetton e ganhou tudo. Mas o maior feito foi ir para a Ferrari e fazer o que fez lá. Fez história.”

Fangio, Stewart, Senna e Lauda lideram o top de Steiner

Os quatro lugares de topo, acima de Hamilton e Schumacher, são ocupados por Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Ayrton Senna e Niki Lauda.

Steiner considera Juan Manuel Fangio o maior de todos, afirmando que a sua mestria não se restringia à condução: “Fangio ganhou títulos com Alfa Romeo, Maserati, Mercedes e Ferrari. Era perito em mecânica, sabia como afinar o carro na perfeição, numa altura em que a fiabilidade era tão decisiva como a velocidade. Venceu cinco campeonatos, tem o recorde da maior percentagem de vitórias, foi campeão mais velho e partiu da pole position em cerca de 56% das corridas. É quase impossível comparar os pilotos dos anos 50 com os de hoje, mas há uma razão pela qual grandes nomes como Emerson Fittipaldi o consideram um ídolo.”

Os “campeões ausentes” e a dificuldade de comparar eras

Steiner também deixou de fora outros nomes ilustres, como Fernando Alonso, Jim Clark, Jack Brabham e Nelson Piquet, apesar de serem todos múltiplos campeões do mundo. A sua classificação reforça a ideia, amplamente debatida no The Red Flags Podcast, de que comparar gerações e estilos é sempre uma tarefa complexa e subjetiva, mas a paixão pelos feitos e personalidades da F1 atravessa todas as eras.

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4 comentários

  1. Pity

    16 Outubro, 2025 at 12:49

    Não se podem comparar eras. A forma mais próxima de uma escolha minimamente justa, é o percentual: número de vitórias e poles, versus número de corridas. Dessa forma, Fangio ainda é o maior, com 47% de vitórias e 56,86% de poles. Mesmo assim, há outros factores que podem “desvalorizar” um piloto, Schumacher, por exemplo, baixou o seu percentual com os fracos três anos na Mercedes, mas a opinião geral sobre ele não acompanhou essa quebra.

  2. Jose Marques

    16 Outubro, 2025 at 13:19

    Quando se vai parar com estes comparativos, que não são mais do que escolhas pessoais e que em nada servem como referência… Falta de assunto…

    Tal como na política, a imprensa dá muito destaque a quem já não tem relevância no cenário atual.

  3. NOTEAM

    16 Outubro, 2025 at 17:56

    O Schumacher foi o melhor piloto da sua geração, no enquadramento perfeito.
    Ele encaixa que nem uma luva numa Ferrari finalmente empenhada em renovar a sua identidade, empenhada em construir um projecto vencedor que tinha no Schumacher figura absolutamente central.
    Em pista, vi-o fazer coisas incríveis, mas vi-o também a fazer muita borrada, muita mesmo! E por isso, nunca entraria num Top 5 feito por mim seguramente.

  4. Ricfil

    17 Outubro, 2025 at 19:01

    O que também é válido ao contrário. Um piloto que faça muito poucos GPs tem a possibilidade de ter tido carros competitivos e fiáveis no curto espaço de tempo em que corre – como foi o caso do Fangio).

    Para além disso os pilotos dessa era corriam com o que eu chamo de latas com rodas. Em nada comparáveis com os fórmula 1 “modernos” (que começaram a aparecer em meados dos anos 70). Animais completamente diferentes estes últimos.

    O que refere do Schumacher pode aplicar-se a outros pilotos, inclusive ao Ayrton – sendo que as 3 épocas que passou na Lotus foram totalmente desperdiçadas numa equipa outrora muito competitiva mas a caminhar para moribunda, que ainda não o sabia mas já não tinha possibilidades de entregar material ao nível do Senna.

    O mesmo pode ser dito da Mclaren – naqueles dois anos de transição para a parafernália de eletrónica que equipava os carros em 92/93 (apesar do Senna ter feito absolutos milagres com o MP4/8 em 93).

    Para além disso não se pode comparar a fiabilidade (ou falta dela) dos carros do tempo do Ayrton com a fiabilidade absurdamente boa que começou a surgir desde o inicio dos anos 2000s em diante.

    O Ayrton Senna foi DE LONGE o melhor piloto que a época moderna da F1 já viu. Mas disparado!

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