Lewis Hamilton mostrou, a espaços, potencial para conseguir um bom resultado, mas acabou por ficar na sexta posição. Foi o melhor piloto da Ferrari, com Charles Leclerc em sétimo, e acabou a qualificação com boas sensações.
Mas as boas sensações misturam-se com o lamento de não ter conseguido mais, algo que atribui à execução da equipa. Hamilton reconheceu que se imaginou a lutar pelos primeiros lugares, mas o desenrolar da qualificação deu um cenário diferente:
“Gostei. Senti-me bem durante todo o fim de semana, senti-me bem no carro. Na Q1 senti-me muito forte, pensando que iríamos lutar pelas primeiras posições. Da forma como o plano funciona, e quando acabamos por esperar no pit lane, perder a temperatura dos pneus, usar um pneu na volta de saída e depois regressar. Tudo isto se soma à não otimização das sessões. Temos de trabalhar para otimizar isso.”
Hamilton vai falar com a equipa na esperança de tentar encontrar soluções para tirar melhor proveito do potencial, apontando os exemplos de outras equipas que conseguiram maximizar o potencial revelado, como a Mercedes:
“Vamos falar nos bastidores. Precisamos de falar sobre isso e melhorar o processo. Todos estão a trabalhar o máximo que podem, só precisamos de ver o que os outros estão a fazer. A Mercedes saiu primeiro, não perdeu a temperatura dos pneus e terminou na frente. Ficámos à espera, desligamos o carro no final do pit lane e perdemos cinco ou seis graus, o que é difícil de recuperar. Na Q3 não tive nada, perdi meio segundo de performance, só por causa dos pneus. Isso é frustrante, mas vou dar o meu melhor amanhã.”
Foto: MPSA / Philippe NANCHINO











