Culpado ou Inocente? Terá Lando Norris perdido uma oportunidade de ouro de voltar a aproximar-se do topo da tabela ou foi vítima das circunstâncias e fez o melhor que podia? Segundo Andrea Stella, a segunda opção é a válida.
Stella, diretor da McLaren, afirmou que Lando Norris não tinha muito mais a alcançar além do sétimo lugar no Grande Prémio do Azerbaijão de Fórmula 1, depois de passar praticamente toda a corrida preso no tráfego.
Após um erro na sua volta rápida em Q3, o britânico qualificou-se em sétimo e manteve-se nessa posição durante grande parte da prova. Chegou a perder o lugar para Charles Leclerc no reinício da quinta volta, mas recuperou-o apenas na fase final, já depois de um pitstop lento o ter feito cair atrás de um grupo liderado por Liam Lawson e Yuki Tsunoda.
“Lando fez uma corrida forte”
Stella defendeu o seu piloto, sublinhando que o carro não tinha ritmo suficiente para atacar:
“Lando fez uma corrida forte, esteve no limite do potencial do carro. Nenhum outro piloto no lugar dele teria conseguido mais pontos”, afirmou.
Com Oscar Piastri fora logo na primeira volta, Norris tinha oportunidade de reduzir a diferença de 31 pontos para o colega de equipa no campeonato, mas somou apenas seis pontos. Ainda assim, Stella considerou que não era realista esperar muito mais:
“Foi uma oportunidade de ganhar terreno no campeonato, mas não oferecemos a Lando um carro capaz de progredir no pelotão.”

“O nosso ritmo não foi suficiente “
Também Lando Norris disse que fez o melhor que podia dado o carro que tinha à disposição. Norris rejeitou a ideia de que desperdiçou uma “oportunidade de ouro” no Azerbaijão, depois do abandono do colega de equipa Oscar Piastri logo na primeira volta. O britânico reduziu em apenas seis pontos a desvantagem de 31 para o australiano, enquanto Max Verstappen somou 25 e reforçou o seu favoritismo ao título.
“Estou a fazer o melhor que posso em todas as corridas. Talvez não parecesse de fora, mas o nosso ritmo não foi suficiente para ultrapassar. Se tivesse partido de segundo, teria terminado em segundo.”
Norris apontou também a estratégia falhada em Q3 como determinante: “Foi decisão nossa sair primeiro na pista molhada e pagámos o preço por isso.”
Apesar de destacar a boa forma em treinos livres, reconheceu que a McLaren continua a ter dificuldades nos circuitos de baixa carga aerodinâmica: “Não tínhamos o ritmo da Red Bull, isso foi muito claro. Temos sido rápidos, mas não conseguimos repetir a performance com a consistência deles.”
O britânico elogiou ainda Verstappen e a Red Bull, que estrearam um novo piso em Monza: “As pessoas não deviam ficar surpreendidas por eles serem rápidos. O Max é um dos melhores de sempre e a equipa continua a melhorar.”
Para Norris, a prioridade é manter a cabeça baixa e somar pontos: “Temos tido uma época incrível, mas ainda há áreas em que não somos suficientemente bons e temos de continuar a trabalhar.”

Mais desperdício de Norris
Este tema não é novo e tem sido referido com regularidade desde o ano passado. Lando Norris falha demasiado para assegurar uma candidatura sólida ao título. No ano passado foram as sucessivas largadas mal executadas, este ano, algumas opções e manobras deixaram a desejar. Em Baku, pareceu sempre o piloto em melhor forma da McLaren. Piastri errou muito, deu demasiados toques nos muros e falhou de forma incaraterística.
A janela de oportunidade abriu para Norris na Q3, quando Piastri foi contra os muros. Norris tinha de ter aproveitado melhor. Foi o primeiro a ir para a pista e isso prejudicou-o. Mas numa sessão tão caótica, a equipa jogou pelo seguro para evitar mais amarelas. Norris falhou aí. Mesmo que não fizesse o tempo de Verstappen, que apanhou uma pista melhor, Norris tinha carro para ficar à frente de outros candidatos e tentar um desafio mais vincado ao pódio. O sétimo lugar anunciava uma corrida difícil que se complicou ainda mais. Na largada e no recomeço após o Safety Car, Norris perdeu posições. Depois, sim, ficou refém de um carro que não apresentou argumentos para mais.
Ao contrário de outras ocasiões, a culpa de Norris é bem menor no fim de semana do Azerbaijão, mas Norris também complicou o que já era difícil. E num momento chave do campeonato, perdeu uma oportunidade de ouro para se aproximar e viu Max Verstappen aproximar-se.
Tough race today, Lando.
— McLaren (@McLarenF1) September 21, 2025
Already looking forward to being back on track in Singapore 👊#McLaren | #AzerbaijanGP 🇦🇿 pic.twitter.com/X8bJ3YlSFo











Confesso que quando vi a demora na paragem de box da Mclaren para troca de pneus do Lando Norris ainda pensei que a equipa fosse pedir ao Lawson, ao Tsunoda e ao Leclerc, para cederem os lugares ao Norris mas afinal enganei-me…
O Piastri tem claramente a estrelinha de campeão, sempre que algo lhe corre mal o Norris tem azar com algo, neste caso se não fosse o erro da equipa na paragem teria acabado em 5°ou mesmo 4°. Se não tivesse abandonado com problemas o Norris estava praticamente em cima do Piastri no campeonato. É pena mas presumo que os fãs da netflix fiquem contentes porque o Norris é odiado vá-se lá saber porquê por esses fãs doentes.
Continuo sem compreender a razão porque o Norris é tão mal amado pela generalidade dos jornalistas. Ele tem falhas? Sim, mas todos têm. Em 43 anos que levo a ver F1, ainda não encontrei um piloto que não errasse. Analisando o fim de semana de Norris em Baku: Pista traiçoeira. Erro e batida no TL2, que o impediu de fazer a simulação de corrida. Qualificação com vento a mudar constantemente de direcção e com rajadas, o que originou seis bandeiras vermelhas. Com cerca de 3 minutos de tempo útil no Q3 para fazer um tempo, teve de ser cauteloso, embora… Ler mais »
Bryan, o Norris é odiado porque é educado, e porque é um verdadeiro desportista, que é coisa que a maioria da malta nem sabe o que é, acham que vale tudo para o objectivo único: vencer.
O que se diria se houvessem redes sociais no tempo do Stirling Moss? Um piloto que perdeu um título porque defendeu o seu adversário directo, fazendo que lhe retirassem uma penalização e que, com isso, venceu o título.
Norris falhou, desta vez não foi o único dos rapazes lá na frente, também Piastri falhou, Leclerc, o próprio Hamilton, todos eles falharam à sua maneira. A primeira grande falha do fim de semana aconteceu na qualificação. Não falhou de forma tão dramática como outros, em particular como o Piastri, mas é evidente que tinha de fazer melhor. Um sétimo lugar, ainda por cima tão longe da melhor volta efectuada pelo Max não foi o suficiente, a verdade é que se espera mais de alguém que está na luta pelo campeonato mundial e que tem nas mãos um carro ultra… Ler mais »
Vários meios de comunicação apontam o dedo ao Norris. Confesso que não entendo essa fixação. A corrida do Norris não foi brilhante, mas foi suficientement boa para lhe dar um 5º lugar, talvez 4º, não fosse o erro da McLaren. Numa corrida marcada por comboios de DRS, após uma qualificação problemática, com condições de pista traiçoeiras, fez a corrida que devia ter feito e só não foi mais longe pelo já referido.
Não gosto daquelas expressões que está na moda importar da língua inglesa, mas parece que só um comentarista viu o «elefante na sala» que foi a paragem demorada do Lando nas boxes. Sem ela não teria ficado no comboio do DRS e poderia ter chegado, pelo menos, ao 5.º lugar.