A Scuderia Ferrari saiu do Grande Prémio dos Países Baixos sem pontos e com ambos os carros destruídos, num fim de semana que se revelou frustrante para a equipa italiana. Contudo, tanto Frederic Vasseur, chefe de equipa, como Lewis Hamilton, mantiveram uma leitura positiva acerca do desempenho obtido em Zandvoort.
Os inícios dos treinos em Zandvoort revelaram-se particularmente difíceis para a Ferrari. Na primeira sessão, os monolugares registaram um atraso de 1,7 segundos em relação à McLaren, com Charles Leclerc e Hamilton a ocuparem a 14.ª e 15.ª posições. Uma postura colaborativa entre engenheiros e pilotos permitiu afinar significativamente o desempenho do carro, culminando numa recuperação notável no sábado.
Já na qualificação, a aposta em reduzir a altura ao solo resultou numa condução mais equilibrada e numa melhoria da prestação, sobretudo nas curvas lentas. Leclerc e Hamilton conseguiram chegar à Q3, garantindo o sexto e sétimo lugares, respetivamente — um progresso considerável face ao cenário visto na sexta-feira.
Corrida competitiva, mas marcada por azar
Na fase inicial da prova, Leclerc e Hamilton posicionaram-se em quinto e sétimo, respetivamente, integrando um grupo compacto liderado por Max Verstappen e Lando Norris. Apesar do ritmo semelhante ao dos adversários à frente, as ultrapassagens revelaram-se difíceis, sobretudo devido à eficácia limitada do DRS nas condições particulares da corrida.
A estratégia passou por antecipar a paragem de Leclerc na 22.ª volta, numa tentativa de superar Isack Hadjar. No entanto, um acidente causado por Hamilton sob condições de chuva ligeira trouxe o Safety Car para a pista, baralhando as contas de todos e permitindo a George Russell ultrapassar Leclerc na box.
Toque decisivo entre Leclerc e Antonelli
O Ferrari mantinha-se competitivo e Leclerc rapidamente ultrapassou Russell, regressando à perseguição do grupo da frente. Uma nova paragem, feita para responder à estratégia da Mercedes de Kimi Antonelli, colocou ambos os carros em confronto direto ao sair das boxes. Antonelli arriscou demasiado e o toque resultou no abandono de Leclerc e em mais um Ferrari destruído na Curva 3.
Apesar dos incidentes, Leclerc afirmou que a estratégia de corrida não foi determinante para o desfecho, apontando antes para o excesso de otimismo do adversário. Antonelli dirigiu-se posteriormente à garagem da Ferrari para pedir desculpa.
Hamilton, por seu lado, desdramatizou o acidente, referindo uma boa sensação geral e ritmo adequado até ao momento do despiste. Frederic Vasseur partilhou da visão otimista, valorizando não apenas a recuperação após uma sexta-feira complicada, mas também a atitude positiva de Hamilton e de toda a equipa face às adversidades do fim de semana.
Com o Grande Prémio de Itália já no horizonte, a Ferrari encontra razões para confiança renovada, apesar do prejuízo elevado em Zandvoort e da penalização de cinco lugares na grelha para Hamilton, imposta após uma infração ao regime de bandeira amarela antes da corrida.










