Está, pelo menos para já, resolvida toda a polémica surgida com a questão dos combustíveis, já que depois de uma reunião que teve lugar ontem, sexta-feira, entre a FPAK e as equipas/pilotos, a federação decidiu liberalizar os combustíveis no Campeonato de Portugal de Ralis, adiando para 2026 possíveis alterações.
Segundo o comunicado publicado no site da FPAK: “No seguimento da derrogação do Art. 8 do Regulamento Técnico do Campeonato Portugal de Ralis no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão a FPAK reuniu com as equipas participantes no CPR com veículos Rally2: Racing4You, Racing Factory, ARC Sport e Sports & You e por consenso unânime ficou estabelecido que para a restante temporada de 2025 os combustíveis serão liberalizados de acordo com os combustíveis permitidos pela FIA, exceção feita aos que utilizem etanol na sua composição.
Ficou igualmente definido que para 2026 serão regulamentados os combustíveis que vierem a ser definidos pela FIA para os veículos Rally2″, lê-se no comunicado.
Agora resta saber o que resultará da questão das classificações suspensas de Castelo Branco, já que o Colégio de Comissários Desportivos do Rali de Castelo Branco decidiu ser necessário esperar pelo resultado das análises laboratoriais, que irão ser feitas, às amostras de gasolina recolhidas em algumas viaturas do grupo RC2.
Como se sabe, algumas equipas optaram por não utilizar o combustível regulamentado recentemente pela FPAK, interponde mesmo uma reclamação da introdução de combustível único e obrigatório para todos os concorrentes, que não foi aceite alegando uma derrogação do regulamento, que era válida, pois foi aprovada pela FPAK.
O resumo da polémica dos Combustíveis
A polémica no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) 2025 surgiu quando a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) alterou as regras sobre o fornecimento de combustível pouco antes do Rali de Castelo Branco, gerando forte contestação entre pilotos e equipas.
Origem do problema
A The Racing Factory/Armindo Araújo solicitou uma alteração devido ao seu novo Skoda Fabia RS Rally2 (modelo 2025) não ter mapa para funcionar com as gasolinas sintéticas regulamentadas.
A FPAK respondeu impondo temporariamente um fornecedor único de combustível, abandonando a exigência de combustível 100% sintético.
Reações das equipas
Pedro Meireles e Ricardo Filipe anunciaram a sua ausência do Rali de Castelo Branco em protesto.
A ARC Sport (com Augusto Ramiro) decidiu participar, mas usando o combustível 100% sustentável, contrariando a decisão da FPAK.
Ricardo Filipe denunciou “dois pesos e duas medidas”, recordando que o seu pedido similar no Rali de Fafe foi negado.
José Pedro Fontes, como presidente da Associação de Pilotos de Ralis, tentou mediar uma solução entre as partes.
Críticas principais:
Alteração das regras “em cima da hora” sem consulta prévia a todas as equipas
Falta de diálogo e concertação entre a federação e os participantes
Custos adicionais não previstos para as equipas
Quebra de compromissos com patrocinadores ligados aos combustíveis sustentáveis
Contradição com a postura anterior da FPAK, que havia sido premiada em 2024 por usar combustível sustentável
Resolução
A FPAK acabou por recuar e, após reunião com as equipas/pilotos, decidiu liberalizar os combustíveis para o restante da temporada 2025, permitindo o uso de qualquer combustível aprovado pela FIA.










