Yuki Tsunoda teve um início de carreira difícil na Red Bull, marcando apenas seis pontos em cinco corridas. Em Imola, conseguiu um único ponto depois de um acidente na qualificação e de um arranque da via das boxes.
Tsunoda admitiu que tem dificuldades em compreender o RB-21 e que lhe falta confiança no carro, referindo que precisa de mais tempo para se adaptar e aprender a extrair o seu desempenho.
“Não é fácil compreender o meu carro. Estou ciente de que preciso de ganhar confiança e aprender ao longo dos fins-de-semana de corrida, e de ser capaz de compreender e adaptar-me rapidamente, mesmo com muitas mudanças de afinação. Neste momento, estamos a trabalhar a cerca de 99%. Se não fosse o acidente, pensaria que ainda há muito espaço para ir até ao limite, mas não foi esse o caso. Acredito que a forma de extrair mais potencial do carro é através da aprendizagem, da confiança e da compreensão total do carro.”
Apesar das suas dificuldades, a Red Bull parece estar disposta a dar-lhe mais tempo, ao contrário de Liam Lawson, que teve muito menos tempo para se adaptar. No entanto, as fortes prestações de Isack Hadjar representam uma ameaça para o lugar de Tsunoda.
Tsunoda está a ter a paciência que Lawson nunca teve. Leva a questionar o que terá levado a Red Bull a “despachar” tão cedo o neozelandês (a quem diga que foi mais um problema de atitude fora da pista do que de prestações em pista). A verdade é que Lawson, desde que regressou à Racing Bulls não demonstra o potencial que se viu nas primeiras idas para a pista, dando razão às chefias dos Bulls. Já Tsunoda tem passado entre os pingos da chuva. A pressão da comparação com Verstappen parece ter diminuído, face ao que acontecia com Lawson. E se o japonês tem sido ligeiramente melhor que Lawson, está ainda muito longe de Verstappen e de ajudar a equipa na luta pelo título. O que parece certo, é que Tsunoda não convenceu ainda, e Hadjar perfila-se como o sucessor natural… isto se o mercado não nos der uma nova carambola.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









