Rali de Portugal: vem aí mais uma ‘Romaria’ de Velocidade e Paixão

Por a 14 Maio 2025 06:28

Está à porta mais um Rali de Portugal, o que significa troços lendários, multidões apaixonadas e muita luta nos troços. Como sempre, espera-se um espetáculo de adrenalina, recordes quebrados e talvez novos heróis…

Na próxima quinta-feira, o Vodafone Rally de Portugal volta a despertar, um espetáculo que, como uma tradição, ganha vida e promete cativar todos os aficionados… e ainda mais alguns.

Este evento, uma vibrante ‘romaria’ anual para muitos milhares, está destinado a ser, mais uma vez, uma prova épica. Com dias equipas a ambicionar a vitória, a Toyota e a Hyundai, e outra a ver onde param as modas, a M-Sport/Ford, espera-se mais uma boa luta, o mesmo sucedendo no WRC2, neste caso, com bem mais gente a abrilhantar o plantel, já que mais uma vez o Rali de Portugal bateu recordes de inscritos.

O que não falta, certamente, são troços de excelência e multidões entusiasmadas a colorir os percursos.

Tudo está preparado para mais uma grande edição do Vodafone Rally de Portugal, um evento que muitos consideram a sua “semana santa” no calendário desportivo. Quanto ao percurso, há algumas novidades, um troço completamente novo, Águeda/Sever, e um regresso, Sever/Albergaria, pelo que, como sempre, há muito e bom para ver.

Depois do Mundial de Ralis ter embarcado em 2022 na sua era híbrida, os custos crescentes e o ‘marcar passo’ do WRC em termos de estatuto na Pirâmide da FIA – os ralis eram a segunda disciplina mais importante, e neste momento talvez o WEC já tenha atingido esse patamar, pelo menos em termos de equipas oficiais, distanciou-se e de longe, do WRC – este ano, o WRC aboliu o sistema híbrido, passando os carros da categoria Rally1 a contar apenas com o motor 1.6 turbo (380 cv), tornando-os mais leves e ágeis, apesar de um pouco menos potentes. Nos pneus a Pirelli deu lugar à Hankook como novo fornecedor de pneus e para as equipas, tanto para os Rally1 como Rally2, e esse é outra situação nova com que as equipas têm vindo a lidar em 2025.

Ao contrário do que sucedia no WRC 2024, por esta altura, em que duas equipas e quatro pilotos diferentes, Hyundai e Toyota, Thierry Neuville, Esapekka Lappi, Kalle Rovanpera e Sébastien Ogier, tinham vencido provas à chegada ao Rali de Portugal, este ano muito mudou, pois só a Toyota até aqui venceu ralis, dois para Elfyn Evans, um para Sébastien Ogier, e Kalle Rovanpera, quatro triunfos para a Toyota Gazoo Racing WRT, com a Hyundai ‘desesperada’ para virar o tabuleiro, o que não está a ser nada fácil este ano, depois de Thierry Neuville, ter sido Campeão do Mundo em 2024, com a Toyota a vencer o Campeonato de Construtores, depois de uma grande reviravolta na derradeira prova do ano, no Japão.

Quanto aos possíveis vencedores em Portugal, este ano, com três Toyota nos quatro primeiros lugares do campeonato – Thierry Neuville é terceiro com a Hyundai – o quinto lugar de Ott Tanak e sexto de Adrien Fourmaux na estrada, no ainda mais longo e mais difícil primeiro dia, podem beneficiar dessa posição para se posicionar bem na aguardada luta, mas nesse aspeto também Takamoto Katsuta e Sami Pajari podem brilhar na sexta-feira, aguardando-se por isso um dia muito equilibrado de rali, para além de duro e muito difícil.

Inscritos: 5 Toyota, 3 Hyundai e 3 Ford…

A lista de inscritos deste ano supera todas as expectativas, reunindo 95 equipas de elite no WRC, incluindo 12 carros da prestigiada categoria Rally1 e 56 da competitiva Rally2.

A Toyota, detentora do título mundial, apresenta quatro GR Yaris Rally1 com as cores oficiais, conduzidos por Elfyn Evans, Sébastien Ogier, Kalle Rovanperä e Takamoto Katsuta. Embora apenas os três primeiros pontuem para o campeonato de construtores, a equipa Gazoo Racing exibe um alinhamento de luxo, com o octocampeão Ogier, o bicampeão Rovanperä e o atual líder do mundial de pilotos, Evans, todos preparados para um desempenho excecional. Adicionalmente, o jovem talento Sami Pajari, campeão do WRC2 em 2024, também marcará presença com um GR Yaris Rally1 da equipa Toyota Gazoo Racing WRT2.

A Hyundai Motorsport também promete um espetáculo memorável, com três i20 N Rally1 atribuídos ao campeão mundial em título, Thierry Neuville, Ott Tänak e Adrien Fourmaux. Este trio de elite lutará arduamente para manter a marca na disputa pelo campeonato de construtores.

A equipa M-Sport Ford apresenta uma formação reforçada para enfrentar o desafio português. Além dos seus pilotos oficiais habituais, Grégoire Munster e Josh McErlean, competirão com os Ford Puma Rally1, o letão Martinš Sesks e o português Diogo Salvi, que se estreia ao volante de um carro da principal categoria do WRC. A participação de Salvi torna esta edição ainda mais especial, marcando a primeira vez desde 2012 que um piloto português compete com um Rally1.

Quem pode ganhar em Portugal?

Olhando para o palmarés recente da prova, a Hyundai venceu em 2018 com Thierry Neuville, mas desde aí só ‘deu’ Toyota, com Ott Tanak, em 2019, Elfyn Evans, em 2021, Kalle Rovanpera, em 2022 e 2023 e Sebastien Ogier em 2024, quando chegou aos seis triunfos e bateu o recorde de Markku Alén, que conseguiu cinco triunfos.

Qualquer um dos pilotos mais destacados da Toyota pode vencer, mas não se pode descartar a Hyundai com um trio composto por Neuville, Tanak e Fourmaux. Não seria uma enorme surpresa se qualquer um deles vencesse em Portugal, mas as probabilidades caem mais para o lado nipónico, do que coreano.

Espera-se um primeiro dia difícil para Evans e Rovanpera, os dois da frente na estrada, e Neuville não está numa posição perfeita, essa é algures a seguir entre o quarto e décimo lugares na ordem, mas aí também conta a qualidade dos pilotos. No ano passado, Takamoto Katsuta liderou nas primeiras passagens, mas este ano os pneus são novos e ninguém ainda correu com eles numa prova como esta de Portugal. A única prova de terra até aqui, o Rali Safari, nada tem a ver…

Portanto, o primeiro dia vai ser muito interessante de seguir e o provável é que deixe as coisas muito equilibradas para os restantes dois dias de ralis, mas este ano o dia de rali na zona centro terá mais peso, porque ao contrário do que sucedeu o ano passado, em que o dia de sábado foi o mais longo em termos de troços cronometrados, este ano é a sexta-feira com quase mais 30 Km de troços cronometrados. E isso vai fazer mossa!

Prova super-importante para a Hyundai

Depois do descalabro das Canárias, devido a um erro nos testes que colocou os Hyundai i20 N Rally1 num caminho errado para a prova espanhola, a Hyundai e os seus pilotos estão muito atrasados no campeonato e por isso têm rapidamente que começar a bater a Toyota nos dois campeonatos, se querem, de novo, levar a luta até ao fim. A esse nível a prova portuguesa é muito importante, porque independentemente do que suceder no rali, se os carros tiverem andamento para andar na luta, isso dará outra motivação à equipa para o que virá a seguir, pois ainda ficam a faltar nove provas até ao final do ano.

56 Rally2 é mais um recorde

A classe Rally2 promete um espetáculo à parte, com um contingente impressionante de 56 carros inscritos, elevando a fasquia da competitividade na prova. Este ano, o WRC2 apresenta um elenco de luxo, onde a disputa pelos lugares de topo se antevê renhida e emocionante. Entre os grandes favoritos, destacam-se nomes sonantes como Oliver Solberg, ao volante do Toyota GR Yaris, Gus Greensmith, a bordo do Skoda Fabia RS, o experiente Kajetan Kajetanowicz, também com um Toyota GR Yaris, Nikolay Gryazin, pilotando um Skoda Fabia RS, Jan Solans, igualmente num Toyota GR Yaris, e os talentosos irmãos Yohan e Léo Rossel, ambos aos comandos de um Citroën C3. A qualidade e diversidade dos pilotos e das máquinas garantem um espetáculo imperdível para os fãs do WRC2 e até os pilotos do campeonato português, Kris Meeke e Dani Sordo, depois de ‘resolverem’ a sua luta na sexta-feira, no CPR, poderão ter uma palavra a dizer nesta competição, mas há que esperar para ver, porque ambos não irão arriscar nada para acompanhar os melhores do WRC na 6ª feira, mas sim preocupar-se com a lutq do CPR, provavelmente entre ambos, e por isso podem perder o contacto com a frente do WRC2. Mas tendo em conta os pilotos que são, ninguém estranharia se lutasse, e eventualmente vencessem, no WRC.

Quarta prova do ano no CPR

As emoções do Campeonato de Portugal de Ralis também estarão ao rubro, com as contas do campeonato a serem disputadas em paralelo com a prova mundial, na quinta e sexta-feira. Entre os pilotos a seguir com particular atenção, destacam-se, claro, os ex-pilotos do WRC, Kris Meeke, ao volante de um Toyota GR Yaris, e Dani Sordo, aos comandos de um Hyundai i20 N, que este ano competem no Campeonato de Portugal com carros da categoria Rally2. Com estas estrelas internacionais, os talentosos pilotos portugueses Armindo Araújo, num Skoda Fabia RS, Ricardo Teodósio, com um Toyota GR Yaris, José Pedro Fontes, a bordo de um Citroën C3, Pedro Meireles, num Skoda Fabia RS, Pedro Almeida, também num Skoda Fabia RS, e Gonçalo Henriques, pilotando um Hyundai i20N, prometem lutar arduamente por cada ponto, procurando demonstrar o seu valor e talento frente aos melhores do mundo. A competição promete ser acesa e o espetáculo, garantido.

O percurso: Onde ver? Vá pelos seus dedos

O Rali de Portugal deste ano desenrola-se em três etapas, com um total de 24 provas especiais de classificação, cobrindo 344,5 km cronometrados. Os percursos, conhecidos pela sua dureza e exigência em terra, representam um desafio tradicional para pilotos e máquinas.

O Vodafone Rally de Portugal tem início na quinta-feira, dia 15, com o Shakedown no circuito de Baltar, durante a manhã. A cerimónia de partida realiza-se em Coimbra, e a competição arranca com uma Super Especial (a única em asfalto) no centro da Figueira da Foz, ao final da tarde.

Na sexta-feira, dia 16, os pilotos enfrentam 10 classificativas, totalizando 146,5 km. Este será o dia mais longo do rali, com duas passagens pelas classificativas da Lousã, Góis, Arganil e Mortágua. O dia marca a estreia do troço Águeda/Sever do Vouga e o regresso de Sever do Vouga/Albergaria-a-Velha, utilizado nos anos 90.

A segunda etapa, no sábado, dia 17, inclui sete especiais e 122,7 km cronometrados. Destaca-se o regresso de Vieira do Minho, a dupla passagem por Cabeceiras de Basto e Amarante, e a Super Especial no renovado Eurocircuito de Lousada.

O rali encerra no domingo, dia 18, com duas passagens pelas classificativas de Paredes, Felgueiras e Fafe, num total de 72,1 km. A Power Stage, que atribui pontos extra aos cinco pilotos mais rápidos, será a segunda passagem por Fafe, com o famoso salto da Pedra Sentada a prometer um final épico e emocionante.

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