Regulamentos do WRC 2027 e o futuro da Hyundai
A Hyundai ameaça abandonar o WRC em 2026, devido ao desagrado com o regulamento técnico previsto, especialmente por apostar apenas em motores de combustão interna, abandonando a tecnologia híbrida. François-Xavier Demaison, diretor técnico da Hyundai, afirma que a marca quer desenvolver um novo carro, mais tecnológico, mas considera inaceitável um modelo que promova apenas combustão, o que colide com os objetivos da marca e dificulta a justificação de investimentos junto da administração sul-coreana.
Apesar de a FIA garantir que só em agosto de 2025 revelará os detalhes finais do regulamento de 2027, Demaison deixou claro que a decisão da Hyundai dependerá da orientação técnica que for adotada, defendendo maior diversidade tecnológica e uma equivalência de performance que permita competição entre diferentes soluções.
A M-Sport, por sua vez, teme que apenas um construtor esteja pronto para a temporada de 2027, devido ao curto prazo de desenvolvimento (menos de 16 meses) e à indefinição atual. O chefe da equipa, Richard Millener, alertou para o risco de o campeonato ficar limitado a uma única marca caso as equipas não consigam acompanhar o calendário.
A FIA defende o novo regulamento como uma forma de conter custos e atrair mais fabricantes, propondo um carro base mais acessível (345.000 euros) com desempenho semelhante ao atual Rally1, mas baseado em componentes Rally2. Xavier Mestelan-Pinon, diretor técnico da FIA, reconhece que o prazo é apertado, mas garante que as marcas já têm dados suficientes para começar o desenvolvimento.
O chefe da Hyundai, Cyril Abiteboul, reforçou que os regulamentos precisam atrair e manter fabricantes, refletir a tecnologia da indústria automóvel atual e abrir novas oportunidades de negócio. A marca ainda não se comprometeu nem com o último ano do Rally1, muito menos com o novo ciclo de 2027.
A FIA está em diálogo com os fabricantes, incluindo a Hyundai, mas rejeita alterações profundas nos regulamentos. O representante do promotor do WRC, Peter Thul, afirma que, embora o cenário automóvel seja incerto, o ambiente de discussão tem sido positivo e cooperativo.
O futuro da Hyundai no WRC está em risco devido à aposta exclusiva em motores de combustão no regulamento de 2027. A falta de tempo e de clareza preocupa as equipas, e a FIA tenta equilibrar contenção de custos com a atração de novos construtores, enquanto as próximas semanas serão decisivas para o futuro do campeonato.
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30 Abril, 2025 at 19:07
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