Gerhard Berger, um antigo piloto de F1 com ligações à Red Bull Racing, manifestou preocupação com as dificuldades da equipa após o falecimento de Dietrich Mateschitz.
Desde a morte de Mateschitz que a Red Bull vive um momento turbulento. Apesar dos bons resultados desportivos, as lutas internas têm sido ciclicamente tema de conversa e o êxodo de pessoal chave pode ser um indicador de que a vida na Red Bull já não é o que era.
Berger observou uma mudança na dinâmica da Red Bull, destacando os conflitos internos entre Christian Horner, Helmut Marko e Max Verstappen, que acredita terem contribuído para o declínio da equipa. Ele observou que a Red Bull, antes conhecida por sua comunicação clara e imagem positiva, tornou-se menos coesa, particularmente com a situação de Sergio Perez.
“É muitas vezes o começo do fim quando esses assuntos dominam,” disse Berger em conversa com Auto, Motor und Sport. “A Fórmula 1 é tão complexa e competitiva que só é possível ter sucesso se todos na equipa trabalharem juntos, concordarem e se comunicarem bem uns com os outros. A marca Red Bull sempre transmite felicidade e uma imagem cool. De repente, tudo mudou. Completamente atípico para a equipa, não havia mais declarações claras.”
Berger criticou a indecisão da equipa em relação ao contrato de Perez e sentiu que, sob Mateschitz, a Red Bull foi sempre mais direta.
“Era evidente que as coisas não estavam mais a funcionar bem. Ninguém neste meio entendeu por que ele recebeu outro contrato naquela época. Poderia haver razões como marketing ou questões contratuais. Mas quando as coisas não melhoraram depois disso, deram-lhe mais três corridas, depois mais duas, e recusaram-se a tomar uma decisão. No tempo de Mateschitz, a Red Bull sempre foi conhecida por sua clareza”, conclui Berger.









