Mais uma vez, João Rodrigues brilhou no Rali das Camélias desta feita na estreia com o Renault Clio Rally4, demonstrando uma adaptação impressionante e lutando contra carros de categorias superiores. Apesar de enfrentar dificuldades iniciais devido à escolha de pneus inadequada para as condições inesperadas, conseguiu recuperar terreno e mostrou um ritmo forte ao longo da prova. Com um estilo de condução há muito apreciado pelos adeptos, mais uma vez, não desiludiu ninguém…

João já não, já não me surpreendo, fizeste mais uma grande exibição agora, o que é fantástico é que agarras de um carro novo, o Renault Clio Rally4 pela primeira vez e fazes uma exibição destas, andas a lutar com R5, fala-me do que foi esta tua prova…
“Esta prova, nós vínhamos com a ideia que estava tempo seco, e então vínhamos com tudo programado para piso seco e não tínhamos pneus para chuva, e por isso conseguimos arranjar ali uma situação de compromisso nos pneus, mas perdemos logo algum tempo no primeiro troço, 30 segundos e isso acho que nos fez perder o pódio.
Se não tivéssemos perdido tanto tempo na fase inicial, estávamos mais na luta.
Agora para o fim, também já não consegui mais porque os troços estavam muito sujos, era muita terra na estrada, era muito complicado, era um susto atrás de susto, e nós também não queríamos estragar o carro a primeira vez com ele também. O carro é fantástico, parabéns ao Ricardo Domingos que nos fez um carro perfeito para nós estarmos aqui a discutir com este grandes pilotos, e foi tudo muito bom. Sempre a aprender, precisávamos de mais alguns quilómetros para estar mais ao nível”.
Com o Peugeot 106 tratavas o carro completamente por tu, andavas daquela forma espetacular. Como é que foi a esta passagem para o Clio Rally4?
“Foi mais fácil, do que com o Peugeot 208 Rally4, este carro é mais fácil de nos adaptar-nos, o Peugeot era bem mais difícil…”
Quais tu achas que são as grandes diferenças entre os carros?
“A grande diferença é que já carro tem bastante potência, mas é uma potência bastante mais linear. O Peugeot é um bocadinho mais brusco, tem mais binário e faz com que seja diferente a condução, e a parte também da traseira, pois achei que este carro tem uma traseira mais controlada, foge, mas sentimos que ele está a fugir e o Peugeot não é assim, tens que ganhar confiança. Vamos ganhando confiança, mas quando ele foge, já é muito mais difícil do apanhar, e este Clio é muito mais previsível, mais honesto, mas pisa muito bem.
Achei que estava um bocado duro porque preparámos o carro para seco porque, como disse, pensávamos que estava seco, e o carro estava duro para os pisos que apanhámos.”
Agora, nós queremos é que faças mais Ralis, como é que vai ser?
“Agora deve voltar a haver um fosso grande, este é o nosso rali da terra. Também fiz um esforço para vir porque por causa da homenagem aqui ao nosso amigo, Luiz caramelo, e nós gostávamos estar presentes neste rali. Tive a sorte de conseguir reunir com os meus patrocinadores e conseguimos reunir o budget da prova, agradeço também ao Ricardo Domingos que me deu ali um ‘folegozinho’, deu-me dois pneus, nesta fase final acho que nós precisávamos e fez esse favor que agradeço, a ele e a todos os patrocinadores, que são muito importantes, e têm feito com tudo para que nós estejamos presente nestas provas, pelo menos nestas, porque também sabemos que as coisas não são fáceis.
Tu, apesar dos poucos ralis que fazes, já conseguiste chegar muito aos adeptos, estive numa zona com muita gente à volta e toda a gente te conhecia, quando te viu passar, é fantástico o que consegues fazer mesmo fazendo poucos ralis…
“É, isso é engraçado, foi um foi um bocado também o Peugeot (ndr, 106) que puxou essa atenção às pessoas, e as pessoas agora têm agora um bocadinho de carinho por nós e eu agradeço a essa malta toda, temos sempre essa malta a apoiar-nos. Hoje estava na assistência, chegou lá uma Senhora e perguntou quem é que conduz este carro? Sou eu! Muitos parabéns, gostei muito de o ver passar…”
É verdade que sou de Mafra e Mafra tem muitos adeptos de desporto autorizado, as pessoas conhecem-me por causa dos carros.”
Agora, qual é que vai ser o próximo?
“Provavelmente, talvez o Rally de Lisboa. Vamos tentar arranjar a máquina a tempo. Gostava de ir , mas o meu trabalho também ter sido ir muitas vezes para fora, vamos ver…”









