Jeremy Clarkson criticou a abordagem de Lewis Hamilton durante a sua primeira semana na Ferrari, questionando a sua dedicação para ganhar um oitavo Campeonato do Mundo. Escrevendo para o The Sun, Clarkson observou que, embora os rumores sugiram que o carro da Ferrari é muito competitivo para a próxima temporada, Hamilton parecia mais concentrado nas aparências do que em mergulhar nos aspetos técnicos do carro.
Clarkson destacou a chegada de Hamilton de fato e gravata, posando para fotografias e participando numa visita à fábrica antes de conduzir um Ferrari com três anos. Também mencionou a decisão de Hamilton de viver em Milão e de se deslocar de helicóptero em vez de se juntar à base da Ferrari em Maranello.
“Pode argumentar-se que Lewis Hamilton quer bater o recorde do oitavo campeonato do mundo antes de se reformar e que se mudou para a Ferrari porque acha que este ano vão ter o carro mais rápido. Ele pode ter razão. As primeiras indicações nos rumores sugerem que o carro é de facto muito rápido” escreveu o apresentador e jornalista britânico. “No entanto, se ele está tão interessado no oitavo título mundial, seria de imaginar que ele teria chegado à fábrica no primeiro dia, interessado em conhecer os segredos do carro e como ele pode extrair o máximo do seu vasto arsenal de truques de corrida”.
“Em vez disso, apareceu num SUV de fato e gravata e posou para fotografias antes de falar com os fãs, sob o olhar atento de um drone de vídeo que, felizmente, estava lá para captar o momento. A seguir, houve uma visita guiada à sede da equipa, onde, em câmara lenta, vimos os engenheiros a serem bajulados e os aplausos. E depois, finalmente, foi para a pista, num Ferrari de F1 com três anos”.
“Disseram-me que a sua nova casa não é perto da sede da equipa. É em Milão, e ele nem sequer se desloca num carro de estrada da Ferrari, preferindo usar o helicóptero da Fiat. Isso fez-me pensar. O que é que o Lewis é agora? Um piloto? Ou uma super-estrela?”
Clarkson comparou Hamilton com o seu colega de equipa Charles Leclerc, que fala italiano, conhece bem a equipa e é considerado um dos pilotos mais rápidos. Especulando sobre os motivos de Hamilton, Clarkson sugeriu que Hamilton pode ter entrado para a Ferrari não só pelos títulos, mas para realizar o sonho de conduzir para a equipa mais emblemática do desporto automóvel. Apesar da sua crítica, Clarkson desejou a Hamilton felicidades no seu capítulo na Ferrari.
“O que eu sei é que ele vai ter muito trabalho para bater o seu companheiro de equipa Charles Leclerc, que fala italiano, conhece a equipa, não passa tanto tempo a posar para fotografias e é considerado por muitos como o piloto mais rápido de todos. Talvez o Lewis tenha consciência disso. E talvez ele tenha assinado com a Ferrari por uma razão diferente – ele sabe que já passou do seu auge e não queria reformar-se sem nunca ter pilotado para a joia da coroa do desporto automóvel. De qualquer forma, desejo-lhe felicidades”.










Quem não tem nada de útil para dizer, devia ficar calado. Ou será que este também quer impor normas de conduta aos pilotos que mudam de equipa?
É só o Clarkson a ser igual a si próprio. Não se enerve.
Também não é caso para me enervar… muito menos hoje. 🙂
Mas o clarckson alguma vez disse alguma coisa de útil?
Há, pelo menos, quatro pessoas que acham que sim 🙂
Será que ele faz ideia de que Hamilton pode ter ido inúmeras vezes na Ferrari de forma oculta, por causa do seu contrato com a Mercedes?
Me pareceu um pouco de dor-de-cotovelo, ou inveja.
Ele faz lá alguma ideia de alguma coisa!!!!!!!!
O clarckson é um imbecil. Tomara ele ter 1% da capacidade do Hamilton!
Julga-se uma grande personalidade, quando na realidade vale zero!
Grande Jeremy, sempre a dizer verdades. O auge do piloto mediano já passou à muito. Se compararmos prova a prova as diferenças na qualificação entre ele e o Sainz no ano passado relativamente ao Leclerc vamos ver claramente o que afirmei anteriormente. Vai ser um massacre.
Só espero que as acções da Ferrari também baixem para tudo ser coerente.
O Oitavo título é um sonho.
Interessante, este desporto em que um piloto com 7 títulos é «mediano» e outro que nunca foi ao pódio em mais de 10 anos de carreira é um portento.
Não percebeu, o Sainz não é nenhum portento mas não sofreu um massacre tão grande como o piloto mediano dos títulos com carros em que baixavam a potência do motor para não parecer mal a vantagem, vai levar. Ou seja é mediano porque não vai sequer ter o nível do não portento.
O Jeremy é um sério comediante.
Cultiva o british non-sense ao máximo. É só.
Á portuguesa eu dir-lhe-ia:
trabalho é trabalho, cognac é cognac. O Mister Clarkson, confundiu trabalho com cognac… e ele é muito bom no segundo!
Os termos e condições da Scuderia com o LH, são entre eles e bem contratualizadas.
Onde os pilotos vivem, parece irrelevante, ou as línguas que falam… o Fangio estaria lixado, se assim fosse, para falar com os alemães da Merc!
De facto foi o que se sabe.
Primeiro há que pensar se isto é uma notícia, é óbvio que é apenas a notícia duma notícia, ou seja, andam-se a copiar uns aos outros; mas quem serei eu para questionar a linha editorial do Autosport? Segundo, criticar o quê? O homem tem que ganhar o dele para dar de comer à família, não acham? É apenas a opinião dele, ainda que seja estúpida, é uma opinião. Terceiro adoro a fatiota do LH, só lhe falta o chapéu para passar pelo Don Nichols. Nota: quem não tenha idade para sab er quem é o Don Nichols, procure no google… Ler mais »