Takamoto Katsuta terá, provavelmente, este ano a sua última oportunidade no pináculo dos ralis mundiais. O ano passado, depois do período muito difícil em que teve um ‘período sabático’ fora dos ralis, quando a equipa o colou a ‘descansar’ devido aos muitos erros e acidentes que estava a ter, Takamoto Katsuta tem este ano nova hipótese de mostrar mais do que se viu em 2024, mas não lhe vai ser fácil, porque se os primeiros anos foram de crescimento, os últimos dois já foram de marcar passo, e Sami Pajari pode acelerar essa despedida. Seja como for, está nas suas mãos desmentir-nos. Mãos, pés, e essencialmente cabeça, pois já mostrou que é por aí que quebra, mentalmente e essa é a ‘parte’ mais difícil de contrariar.
Depois de ter saído de estrada no Rali da Acrópole, em setembro, e de ter perdido uma roda do seu GR Yaris Rally1 – o seu segundo acidente deste tipo em igual número de eventos – Katsuta foi afastado da equipa para a etapa chilena do campeonato. O japonês fez um bom regresso no Rali da Europa Central, terminando num bom quarto lugar da geral, mas são estes altos e baixos que não eram expactáveis para o atual momento da sua carreira: “É o início de uma nova época com novas expectativas. Vou tentar manter a mesma velocidade de antes e ser mais consistente: este é o principal objetivo para mim este ano. A época passada foi difícil, mas senti um grande apoio da equipa e aprendi muito sobre como gerir essas situações. Sinto que isso me tornou mais forte e este é o ano para mostrar o que aprendi. Monte-Carlo é um dos ralis mais difíceis em termos de condições e é difícil prepararmo-nos para tudo num só dia de testes. Temos de encontrar a melhor afinação para nos adaptarmos aos diferentes equilíbrios, na sequência da alteração dos regulamentos, mas, de um modo geral, sinto-me bem com o carro e com os pneus.”









