Jacques Villeneuve classificou a ida de Lewis Hamilton para a Ferrari como a transferência mais significativa de um piloto de F1 desde a mudança de Michael Schumacher da Benetton para a Ferrari em 1996.
Em declarações à The Action Network, Villeneuve realçou a influência global sem paralelo de Hamilton, afirmando que se Max Verstappen deixasse a F1, não teria o mesmo impacto que a ausência de Hamilton. Villeneuve descreveu Hamilton como o maior piloto da história devido aos seus imensos seguidores e à sua imagem que se estende para além da F1, tornando a sua ida para a Ferrari um grande acontecimento.
“Lewis Hamilton é o maior piloto de todos os tempos devido a todos os seguidores que tem. Ele é diferente. É único. Há muita coisa que depende dele. A sua imagem vai para além da F1. E não há muitos pilotos assim. Tirem o Verstappen da F1. Ninguém se importa. Se tirarmos o Hamilton da F1, as pessoas importam-se. Por isso, sim, é a maior contratação. E a Ferrari é também uma das maiores marcas do mundo, se não a maior. Então, juntando as duas coisas, sim, é claro, é incrível”, declarou Villeneuve.
Villeneuve também expressou confiança na longevidade de Hamilton no desporto, apesar de fazer 40 anos em janeiro de 2025. Acredita que a forma física de Hamilton lhe permitirá correr durante mais uma década, mas o fator-chave será a sua vontade mental e concentração. Comparando-o a Nico Rosberg, que se retirou imediatamente após o título de 2016, Villeneuve sugeriu que a paixão de Hamilton pelas corridas é o que o mantém vivo.
“Fisicamente, não há nenhum problema”, disse Villeneuve. “Ele está em forma, é super forte. Pode continuar mais 10 anos, não há problema nenhum. Mas tudo depende da cabeça e da vontade dele. É sempre assim no desporto. A idade não é o problema. O que importa é a disponibilidade mental para dar tudo, para fazer todos os treinos necessários, para ir para a cama, acordar de manhã e pensar apenas nisso e concentrar-se. A dada altura da vida, talvez isso perca a sua importância ou prioridade. E é nessa altura que se vai abaixo. Não porque haja um efeito físico direto. É desgastante, mas, ao mesmo tempo, é o que nos mantém vivos. É o que nos move. Basta ver Nico Rosberg, ele estava mais feliz sem correr. Não é o mesmo nível de paixão”.









