A gestão da posição em pista perfila-se como o fator mais crítico para o desfecho do Grande Prémio dos Países Baixos, naquela que será a derradeira visita da Fórmula 1, pelo menos durante alguns anos. As dinâmicas observadas na corrida Sprint de sábado confirmaram que a realização de ultrapassagens no traçado holandês continua a apresentar uma elevada complexidade com a atual geração de monolugares.
Arranque e estratégia definem margem de progressão
Apesar das dificuldades gerais de ultrapassagem, a abordagem à Curva 1 mantém-se como o principal ponto de ultrapassagem do circuito, alavancada pela utilização do Overtake Mode e pela gestão de energia da bateria. Contudo, a necessidade de assegurar posição desde o início promete intensificar as lutas nas primeiras voltas, onde os ganhos ou perdas de posições terão um forte impacto direto na evolução de cada piloto ao longo da corrida.
Para além da partida, as janelas de paragem nas boxes – undercut e overcut (NDR, Undercut: O piloto para antes do adversário para montar pneus novos. Aproveitando o ritmo superior da borracha nova, faz voltas mais rápidas (out-lap) e assume a frente quando o rival finalmente faz a sua paragem.
Overcut: O piloto continua em pista mais tempo que o rival. Funciona quando os pneus velhos mantêm bom ritmo, ou o rival apanha tráfego/aquece mal os pneus novos, permitindo acumular vantagem suficiente para sair à frente após parar mais tarde) – e o trabalho das equipas na linha de pit stop surgem como o segundo momento crucial para a conquista de lugares na classificação.
Formato Sprint intensifica ação em fim de semana de despedida
O programa do fim de semana de despedida de Zandvoort tem sido marcado por uma atividade intensa em pista, impulsionada pela inclusão do formato Sprint. A realização de duas sessões de qualificação e a atribuição antecipada de pontos no sábado anteciparam a incerteza quanto à eficácia das estratégias que serão aplicadas durante a corrida principal.
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