Já está na Netflix a nova série ‘Senna’ que retrata a vida do tricampeão do Mundo de Fórmula 1.
Não apenas para os adeptos de Ayrton Senna da Silva, mas é de visionamento ‘obrigatório’ para todos os adeptos de F1, especialmente os que não conhecem o percurso do piloto e de tudo o que passou até ao estrelato.
É uma boa série biográfica, ainda que esteja a receber críticas mistas um pouco por todo o lado.
As cenas de corrida estão na linha do que já se viu no ‘Rush’ ou no Le Mans 1966 – Ferrari/Ford, talvez até melhores, pois a produção vai buscar imagens reais e mistura-as com outras feitas por computador, que hoje em dia parecem quase reais. Os efeitos visuais e práticos são impressionantes, criam verdadeiramente uma atmosfera imersiva.
Desde a chuva do GP de Portugal de 1985, ao que sucedeu no Mónaco 1984, ou mesmo 1988, quando Senna se despistou quando não andava longe de ‘dar’ uma volta de avanço a Alain Prost. Ou Japão 1988, quando o carro falhou no arranque e levou Senna a uma recuperação fantástica que lhe valeu o primeiro título.

A série mostra facetas menos conhecidas de Senna, pelo menos para quem não leu os livros, especialmente os seus conflitos com os companheiros de equipa e adversários.
A caracterização e reconstituição de época são pontos de destaque, as imagens são fantásticas e como já referimos ‘entremeiam’ imagens de época, como, por exemplo, a primeira vitória de Senna na F1, no Estoril, as corridas são globalmente bem retratadas, há momentos em que a produção exagera um pouco.
Logicamente, especialmente quem conhece melhor as histórias, vai achar que têm pouca profundidade, mas para isso só os livros, porque fazê-lo numa série de apenas seis episódios, seria demasiado ‘chato’ tanto detalhe.
É verdade que certas partes da vida de Ayrton Senna são abordadas muito rapidamente, sem grande aprofundamento, mas a essência está lá.
Sem dúvida que é uma obra de ficção, há muito diálogos e situações imaginadas pelos criadores, por exemplo, uma das personagens principais da série, a jornalista do Autosport inglês, Laura Harrison nunca existiu, simplesmente personifica o conjunto da imprensa da altura.
Muitos dos episódios principais da sua carreira são retratados, mas há factos que não o são, e um deles é inconcebível: Donington 1993.
A família de Senna elogiou a produção. Viviane Senna, irmã do piloto, afirmou que a série representa fielmente os valores de Ayrton e conta com “atores sensacionais”.
Vale a pena ver, e quem quiser aprofundar alguns dos temas que lhe tenham deixado alguma curiosidade, sempre podem ler os livros, ou visitar o nosso site, pois temos publicados…1.427 artigos sobre Ayrton Senna, com tudo e mais alguma coisa. Agora, 1.428!










