A McLaren iniciou um processo de “direito de revisão” para contestar a penalização de cinco segundos de Lando Norris no Grande Prémio dos Estados Unidos, onde foi penalizado por ultrapassar Max Verstappen fora da pista durante um duelo no final da corrida.
Esta é uma decisão surpreendente, pois para que a McLaren seja bem sucedida, deve apresentar provas novas, significativas e relevantes não disponíveis no momento da decisão, conforme exigido pelo Código Desportivo Internacional da FIA. Parece pouco provável que a McLaren tenha tido acesso a material que, primeiro, os comissários não tenham tido acesso, segundo, que os faça mudar de opinião.
A audiência de revisão, agendada para sexta-feira na Cidade do México, será realizada em duas fases, com a segunda fase a ocorrer apenas se os comissários concordarem que as novas provas justificam a reconsideração da penalização. Este caso espelha a tentativa da Mercedes em 2021 de rever as acções de Verstappen no GP do Brasil, em que foram consideradas novas imagens a bordo, mas que acabaram por ser consideradas insuficientes para justificar uma nova decisão.
O diretor da equipa da McLaren, Andrea Stella, expressou anteriormente dúvidas sobre a presença de provas genuinamente novas, sugerindo que o seu desacordo reside mais na interpretação do que em dados não vistos, pelo que esta manobra parece mais uma forma de marcar uma posição do que uma tentativa genuína de reverter a decisão.










