Kris Meeke não pode oficialmente ser nomeado pela FPAK, a única entidade que tem poderes para o fazer, Campeão de Portugal de Ralis e a explicação para isso está nas linhas que se seguem e na entrevista a Ni Amorim, presidente da FPAK. Tudo explicado, de modo a que, de uma vez por todas, toda a gente perceba o que está em causa.
A Lei das Federações, Decreto Lei 248-B de 2008 Artigo 62 que diz que no caso de modalidades individuais, só poderá o título de Campeão Nacional a cidadão nacionais. Tudo bem, é uma lei, e mesmo que muita gente, inclusivamente políticos, percebam que está errada e tem que se mudar, enquanto isso não sucede, a FPAK tem que a cumprir.
Muita gente criticou até aqui a FPAK, mas esta tem feito tudo o que pode, e quem não fez até aqui o que tinha de ser feito foram os políticos, primeiro um governo e a seguir o outro.
A FPAK cedo obteve um parecer de um consultor externo, o Prof. Alexandre Mestre, autor da Lei de Bases do Desporto, que no seu parecer afirma ser esta Lei inconstitucional, e Ni Amorim acrescenta: “discriminatória, injusta, eu próprio já fui campeão em Inglaterra e vem cá um estrangeiro e não pode ganhar em Portugal”, disse.
Há um processo que está a chegar ao Supremo Tribunal de Justiça, que fará jurisprudência se até lá os políticos não alterarem a Lei, que como é lógico, não pode ser a FPAK a fazer. É preciso que as pessoas entendam de uma vez por todas que a FPAK não pode regulamentar contra a Lei da República, porque senão perde o Estatuto de Utilidade Pública. Portanto, é preciso esperar que os políticos façam o seu trabalho. Ouça a entrevista a Ni Amorim, presidente da FPAK.











