O antigo chefe de equipa da Haas, Guenther Steiner, acredita que o declínio de Daniel Ricciardo na Fórmula 1 foi influenciado pela luta contra companheiros de equipa mais fortes.
Ricciardo, que foi substituído por Liam Lawson durante o resto da época na Red Bull, não conseguiu superar consistentemente o seu companheiro de equipa Yuki Tsunoda, terminando atrás dele no Campeonato de Pilotos.
Steiner comparou a situação de Ricciardo ao seu tempo na Renault, onde superou Nico Hülkenberg, o que, segundo Steiner, quase “matou” a carreira de Hulkenberg. Steiner sugere que o estado mental de Ricciardo e a pressão de competir com companheiros de equipa mais rápidos contribuíram para a sua queda, observando que Ricciardo não perdeu a sua capacidade de conduzir, mas não estava no “espaço mental” certo. A abertura da Red Bull relativamente a potenciais mudanças de piloto pode ter aumentado a pressão.
“Ter um companheiro de equipa que levou a melhor, talvez o tenha enfraquecido mentalmente”, disse Steiner ao podcast Red Flags. “É como Hulkenberg, quando ele estava na Renault com Danny, ele sofreu muito. Digamos que quase matou a carreira do Hulkenberg na altura. Mas agora olhem para o Hulkenberg [na Haas]. Está muito melhor que o Danny. É estranho como, por vezes, estas coisas acontecem. Acho que por ser um desporto com margens cada vez mais pequenas… e se não estás bem mentalmente sofre. Obviamente a pressão, que também afetou o Danny”, continuou Steiner.
“Toda a gente comentava: ‘O Danny está a portar-se bem? O Danny é bom, é mau? E talvez ele não estivesse preparado para isso e não conseguisse lidar com a situação. Por isso, acho que ele não desaprendeu a pilotar um carro de corrida. Ele não estava numa boa fase a nível mental.”









