Numa corrida que teve quatro líderes diferentes, Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) vence pea 104ª vez na sua carreira, assegurando também o seu nono triunfo em Silverstone, desempatando com Michael Schumacher que soma oito.
Uma grande corrida marcada por condições instáveis, com a chuva a aparecer e a desaparecer duas vezes na corrida, o que levou a incerteza quanto aos melhores pneus em pista, mas que devolveu incerteza até ao final.
Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) apostou bem e passou Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) nas últimas voltas, com um pódio de novo a ter três equipas distintas nos três primeiros lugares.
Depois de 945 dias sem vencer, o piloto inglês venceu pela nona vez em ‘casa’…
Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) foi segundo e fez uma corrida de trás para a frente. Foi ficando para trás na fase inicial da corrida, chegou a estar longe da frente, mas quando começaram as condições incerteza Red Bull optou bem, foi dos primeiros a parar para colocar pneus intermédios na volta 26, e com isso entrou de novo na discussão da corrida. Mais tarde subiu para 3º na volta 38 estava a 5.5s de Hamilton, na volta 49 passou Lando Norris assumindo o segundo lugar onde terminou, a 1.455s de Hamilton.
Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) foi terceiro e teve condições para vencer esta corrida, mas fraquejou depois da última troca de pneus, nunca mostrou poder chegar ao primeiro lugar de Hamilton, apesar da margem se manter curta, e perto do fim foi passado por Verstappen.
Mais cedo na corrida, na volta 16 passou Verstappen e ficou a 2.9s de Hamilton, na 19ª passou Russel, assumiu a liderança na 20ª numa altura em que os dois McLaren foram para a frente e estavam claramente mais rápidos que todos, mas depois de uma ligeira saída, na volta 24 a chuva parou, os três primeiro cabiam em 2.9s, após a paragem nas boxes para pneus intermédios, liderava na frente de Hamilton com Verstappen a 10s, mas depois da volta 40 em que colocou pneus macios, os que tinha, foi perdendo gás, sendo passado por Verstappen na volta 49 de 52.
Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes) podia ter ganho esta corrida, pois era quem tinha melhores pneus para a fase final da corrida, mas o facto de ter ficado mais uma volta em pista quando começou de novo a chover, ‘tramou-o’, pois foi uma volta a mais onde perdeu muito tempo. Quarto lugar, foi o que se arranjou, mas tinha condições de muito mais.
A Ferrari teve mais uma corrida pobre, salva minimamente por Carlos Sainz (Ferrari SF-24) que foi quinto. Depois de uma fase inicial complicada, na volta 21 já estava a chegar-se rapidamente ao 5º posto de Verstappen, na volta 26 foi às boxes para pneus intermédios, mas nunca conseguiu sequer aproximar-se do andamento da Mercedes, McLaren e Red Bull, com a Ferrari sem conseguir encontrar o caminho das primeiras corridas do ano em que era quem mais luta dava à Red Bull.
No meio de uma corrida cheia de más escolhas estratégicas, Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi 14º depois de ter rodado em sétimo, mas a troca para pneus intermédios cedo demais, numa opção de tudo ou nada, sobrou o… nada!
Nico Hülkenberg (Haas VF-24/Ferrari) foi sexto e dois seis lugares seguidos para a HAAS é fantástico, tendo em conta onde estavam o ano passado em que somaram apenas 12 pontos durante todo o ano. Este ano, com metade das corridas, já somaram 27 com a equipa a solidificar-se no sétimo lugar dos construtores com três vezes mais pontos do que a Alpine. Hulkenberg teve um mau começo de corrida, caiu para nono, na volta 32 já era 7º e ainda ganhou mais uma posição com o abandono de George Russell.
Depois do sexto e sétimo lugares do Canadá a Aston Martin obteve de novo um bom resultado de conjunto com Lance Stroll (Aston Martin AMR24/Mercedes) em sétimo e Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) em oitavo. A dupla de pilotos está no fim do top 10 do campeonato e o carro está longe de poder acompanhar qualquer um dos carros das quatro melhores equipas, exceção feita a Sergio Perez que somou apenas 11 pontos nas últimas cinco corridas.
Lance Stroll ganhou uma posição face a onde partiu e Fernando Alonso, duas. É o que dá hoje em dia.
A fechar o top 10 ficou Alexander Albon (Williams FW46/Mercedes), que cedo na corrida perdeu quatro posições, fruto de um toque em Alonso e uma saída larga, mas recompôs-se e pontuou pela primeira vez desde o Mónaco.
Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda) FOI 10º, já não pontuava desde o Mónaco, pôs fim a três corridas fora dos pontos ajudando a equipa a manter o sexto posto dos construtores.
Dia triste para George Russell (Mercedes F1 W15) que se viu obrigado a abandonar devido a um problema hidráulico no seu monolugar. Fez um grande arranque, ambos os Mercedes o fizeram, andou na frente, depois ficou atrás de Hamilton, na volta 30 e dpeois da primeira ida Às boxes era 4º a 2.1 do 3º lugar de Verstappen, mas na volta 34 desistiu. Pierre Gasly (Alpine A524/Renault), nem chegou a arrancar para a corrida.
Se Charles Leclerc esteve mal, Sergio Perez conseguiu estar ainda pior, nem sequer conseguindo chegar à luta pelos pontos, sendo dois dos pilotos das melhores equipas que sofreram muito pelo facto de terem mudado para intermédios demasiado cedo quando a pista ainda estava demasiado seca. O tempo que perderam nas primeiras voltas foi demasiado e isso ‘tramou-os’ fortemente. Pérez terminou num modesto 17º lugar, depois de ter arrancado das boxes, sendo que a continuar assim está a arriscar fortemente o seu lugar na Red Bull. FILME DA CORRIDA – CLIQUE AQUI










