Ouninpohja está para o Rali da Finlândia assim como Arganil, agora Fafe estão para o Rali de Portugal. Durante muito anos afastado da prova finlandesa, está de regresso este ano, numa altura em que a FIA decidiu dar mais ‘latitude’ às organizações para estruturar as suas provas.
O troço é conhecido pelos seus 169 saltos desafiadores, alta velocidade, terreno técnico, sempre foi um troço tradicional do Rali dos 1000 Lagos, mas com as mudanças impostas pela FIA com os ralis em trevo, as dificuldades para levar lá o rali começaram e por isso tem estado intermitente no WRC.
É mais um bom exemplo dos erros cometidos por quem gere o WRC. Nunca um troço com tanta história e que criou nos adeptos tão forte ligação – como Arganil, por exemplo – podia ter estado afastado tanto tempo do rali. Imagina, hoje em dia, tirar Fafe ao Rali de Portugal?
Ouninpohja faz parte do ADN do evento.
Há un bons anos, Kris Meeke disse-nos isto: “É um pouco como uma montanha-russa! Disputei esta especial há sete anos, mas foi com o meu Citroën C2 S1600. Ao volante de um World Rally Car as sensações são incríveis, tal é a velocidade. A atmosfera que transmite não se sente em nenhum outro troço. Não há quase nenhum ruído no seu início, porque os espectadores sabem que os pilotos precisam de uma concentração máxima antes do arranque.”, disse o piloto. O pior veio depois, já que a segunda passagem pela mesma especial terminou com um capotanço, a poucos quilómetros do final. Quase no fim de uma corrida perfeitamente controlada, Kris não colheu os frutos dos seus esforços, e ainda trouxe uma lesão no dedo para contar. Isto foi há mais de uma década, mas de certeza que ainda hoje Meeke se lembra.












