O simples facto de termos visto Carlos Sainz atacar no GP do Bahrein deixa claro que este ano a Ferrari terá provavelmente resolvido a maior parte se não a totalidade dos seus problemas com a degradação dos pneus. Sabendo-se que a pista do Bahrein é das piores do ano a esse nível, é verdade que a Red Bull ficou longe, mas também é verdade que a meia-Ferrari esteve bem melhor. Foi pena para a equipa o que sucedeu com os problemas de travões de Charles Leclerc, mas Sainz teve uma corrida bem diferente.
Claramente, a Ferrari foi a principal rival da Red Bull no Bahrein, atendendo às expectativas após os testes de pré-temporada, mas também é verdade que o déficit é desapontador: apesar de Sainz terminar em terceiro, a diferença para a Red Bull (mais de 25 segundos atrás de Max Verstappen) deixou muita gente frustrada. Na qualificação a Ferrari continua competitiva, com Charles Leclerc quase a conquistar a pole, mas Verstappen tirou um daqueles coelhos da cartola que hoje em dia só ele sabe…
Quanto à Ferrari, o desempenho na corrida foi prejudicado por problemas nos travões do SF-24 de Leclerc, impossibilitando uma avaliação precisa do seu ritmo de corrida, mas o seu stint final e o ritmo de Carlos Sainz com várias boas ultrapassagens sugerem algum progresso da Ferrari. Seja como for, a sua extensão é ainda incerta.
Por isso, o chefe da equipa, Fred Vasseur, acredita que a Ferrari esteja 50% mais próxima da Red Bull, mas isso precisa ser validado em corridas sem problemas. O problema é que embora a Ferrari possa claramente lutar pelo segundo lugar, não há quaisquer evidências sólidas que possam desafiar Max Verstappen, o que não se aplica a Sergio Pérez.









