Ficou claro para todos que a Mercedes ‘modelou’ bastante mais a aerodinâmica do W15, com detalhes bem interessantes face ao que foi visto nos dois últimos anos na equipa, mas é o que não se vê nas fotos, no chão do carro, que está mesmo o que decide boa parte da competitividade do carro em termos aerodinâmicos, e foi aí que a Red Bull criou algo de excelência em 2022 e 2023.
As imagens ‘renderizadas’ do novo Mercedes W15 mostraram coisas bem diferentes do que foi visto em pista horas depois, na primeira vez que o novo monolugar da equipa de Brackley foi para a pista.
Sendo certo que a Mercedes tem de colocar a “carne toda no assador” e arriscar até ao que é possível para se aproximar da Red Bull e a verdade é que este novo W15 tem o flap superior da asa dianteira é ondulado e divide-se em dois segmentos o que ainda não foi visto em qualquer monolugar desde 2022 naquela zona, pelo que este pode ser – deverá ser com toda a certeza – um ponto de análise por parte da FIA.
A Mercedes também mudou o layout do nariz, é mais curto do que seus antecessores, já que a ponta está agora apoiada no segundo elemento da asa dianteira.
Outro ponto muito importante, o cockpit foi quase de certeza significativamente recuado, pois Lewis Hamilton sempre disse que não sentia bem o nível de aderência do eixo traseiro e a consistência da aderência, precisando sempre de algumas voltas para o perceber.
Na suspensão da frente a Mercedes manteve um sistema semelhante de molas de torção interiores operadas por pushrod. Na entrada do Sidepod, zona que tem sido a diferença visual mais marcante entre os monolugares da Mercedes e da Red Bull nas duas últimas épocas, a Mercedes aproximou-se do que fez a Red Bull, mas não foi tão longe.
A suspensão traseira foi uma das maiores mudanças, que mudou para um sistema ‘pushrod’ e trabalhou muito na geometria da suspensão, na peça de torção e na ligação ao amortecedor.
Agora, resta esperar pela pista para ver se a solução encontrada foi boa, ou nem por isso.








