Há 11 anos, um piloto sair de estrada no WRC e nunca mais ser visto nos troços dessa prova era coisa do passado. O ‘Super rally’ já tinha sido inventado e a partir desse momento passou a ser possível um piloto ganhar um rali do Mundial depois de… abandonar por despiste. Foi o que quase sucedeu a Sébastien Loeb na prova de 2006, já que depois de se ter despistado no primeiro dia, traído por uma placa de gelo, regressou no dia seguinte com uma penalização de cinco minutos por ter falhado o último troço do dia (era essa a regra da altura, a partir deste ano, 2006, um piloto que abandone ‘leva’ uma hora de penalização para não ter ideias de se ‘armar’ em Loeb). Após uma espantosa recuperação, a partir do oitavo posto, Sébastien Loeb não mais parou de galgar lugares até ao segundo posto. Contudo, a vitória ficou na posse de Marcus Gronholm, que no rescaldo da sua primeira vitória no Monte Carlo, chegou a referir: “nunca podia ter feito os tempos que Loeb fez!”. O francês terminou um dos ralis mais difíceis do mundo no segundo lugar, a 1m01s de Grönholm! Portanto, com o Rali de Monte Carlo à porta, espera-se que a edição deste ano produza mais histórias, mas para prolongar a tradição do ‘6’, ainda faltam uns ‘anitos’ para 2026…










