Alguns chefes de equipa avisam que não haverá nenhuma ‘revolução’ nos seus monolugares para a temporada de 2024 da Fórmula 1, mas depois do que vimos na época que terminou no mês passado, podemos antever mudanças drásticas em carros de certas equipas. Apesar de não considerar que haverá lugar uma revolução, Frédéric Vasseur, por exemplo, disse recentemente que a Ferrari está a “mudar 95% dos componentes do carro”. Por outro lado, a Aston Martin, que começou muito bem a temporada de 2023, procurará dar seguimento ao trabalho deste ano, evoluindo o seu monolugar e o seu responsável, Mike Krack, avisa que as diferenças serão muito mais curtas no próximo ano e por isso, as equipas terão menos margem para erros operacionais.
Comparando o carro que a sua equipa apresentou em 2023 com a concorrência direta, Krack diz não haver necessidade de uma mudança no conceito do monolugar para tentar lutar com a Red Bull, como acontecerá com a Mercedes, que deverá apresentar um carro novo depois dos problemas revelados pelo W13 e pelo W14, e a Ferrari, que trabalha no desenvolvimento de um carro muito diferente do SF-23.
“Quando as regras são estáveis, como as que temos agora, as equipas preferem evoluir”, disse Krack, citado pelo Speedcafe. “Se tivermos um carro se destaca, como a Red Bull, muitos tentarão ir nessa direção”. O chefe de equipa da Aston Martin acrescentou estar curioso por ver o que vão apresentar a Ferrari e Mercedes, depois de anunciadas “grandes mudanças, mudanças arquitectónicas”, mas deixa o aviso que “normalmente o que acontece é que, se os regulamentos técnicos se mantiverem inalterados, o pelotão aproxima-se mais de ano para ano, o que coloca mais ênfase do lado operacional. Se os carros estão próximos uns dos outros, são as pequenas diferenças, os pequenos pormenores que alteram a posição na grelha”.
Mike Krack deu como exemplo o Grande Prémio de São Paulo, corrida em que apenas “seis décimos de segundo entre o primeiro e o 19º”, explicando que as diferenças só vão “diminuir nos próximos anos”. Ainda assim, revela que ficará “surpreso se houver um grande desvio de onde estamos agora”.
O responsável da equipa de Silverstone, depois de apontar as diferenças curtas que, na sua opinião, vão separar o pelotão, sublinhou a importância da equipa funcionar sempre ao bem. “Do ponto de vista operacional, temos de estar a 100 por cento em cada sessão, em cada evento, ao longo de todo o ano, e se não o conseguirmos, não é possível extrair o máximo desempenho, seja do piloto, do carro, da configuração, dos engenheiros”, referiu Krack que identificou ainda que “não o conseguimos fazer em algumas ocasiões este ano”.












