A Pirelli, por intermédio de Mario Isola, Diretor de Motorsport da marca italiana, mostrou-se contente com a performance dos pneus, que como se sabe, foram criticados na sexta-feira pelos pilotos, por causa da aderência. Só que houve uma frase o homem da Pirelli que acabou com a conversa: “depressa bateram o recorde da pole do ano passado, portanto não podem ser assim tão criticáveis….”, disse Isola, que sobre o fim de semana, referiu: “antes de mais, parabéns ao incrível público presente em Silverstone: 480.000 de espetadores é um recorde impressionante e um sinal da incrível popularidade que a Fórmula 1 tem vindo a experienciar. Do ponto de vista dos pneus, este foi um fim de semana de respostas interessantes. A introdução da nova construção decorreu de acordo com o planeado e a análise inicial dos dados está em linha com as nossas expetativas. A sensação de que os três compostos poderiam ser utilizados na corrida foi confirmada. As temperaturas consideravelmente mais baixas, em comparação com sexta-feira, permitiram, sem dúvida, que o macio fosse utilizado durante um maior período. Mas, o facto de os três compostos terem sido escolhas válidas, significou que as equipas puderam escolher a combinação de pneus que melhor se adequava aos seus monolugares. Finalmente, uma palavra sobre a degradação, que foi menor do que o esperado para os três compostos, embora esta pista seja uma das mais exigentes com os pneus. Isso significou que as equipas foram capazes de realizar stints mais longos, sem quebras significativas a nível do desempenho.”
Quanto à corrida, outra vitória para Max Verstappen, atual campeão mundial, que exerce, neste momento, um domínio incontestado, juntamente com o seu Red Bull Racing. Esta foi a segunda vitória de Max no circuito de Silverstone, sendo que a primeira foi assinada em 2020, no Grande Prémio do 70º Aniversário da Fórmula 1. O piloto não se sentiu muito incomodado, mesmo com a velocidade de largada de Lando Norris, piloto da McLaren, que saiu da segunda posição.
Para deleite da maioria das 480.000 pessoas, Verstappen foi acompanhado no pódio por dois pilotos britânicos: Norris e Lewis Hamilton, que foi o principal beneficiário Safety Car na volta 39, para que o monolugar de Kevin Magnussen, piloto da Haas, pudesse ser retirado.
A vitória da Red Bull coloca a equipa empatada com a McLaren no capítulo de “mais vitórias consecutivas” (11).
A estratégia de uma paragem foi a mais utilizada, e o pneu macio foi muito mais popular do que o que se esperava. O composto mais utilizado foi o C2 (485 voltas, que representam 50% do total), seguido do C3 (337 voltas, que representam 34,74%), e do C1 (148, que representam 15,26%).
Russell realizou o stint mais longo de macios (28 voltas), Verstappen, Hamilton, Norris e Alonso foram os que mais voltas deram com médios (33 voltas) e Bottas com os duros (32 voltas).
Segue-se o Grande Prémio de F1 da Hungria, que se realizará em Budapeste, de 21 a 23 de julho. Foram escolhidos os pneus mais macios da gama de F1 da Pirelli (C3, C4 e C5), e será a primeira vez que se vai testar a Alocação Alternativa de Pneu (o que significa que apenas pneus duros podem ser usados na Q1, os médios na Q2 e os macios na Q3). O teste será repetido no Grande Prémio da Itália, em Monza
FOTOS Martin Trenkler











