Pensamos seriamente colocar a Peugeot como desilusão desta prova, mas colocamos duas das melhores equipas de LMP2, que acabaram a corrida longe dos primeiros lugares.
Começamos com uma referência à Peugeot. É verdade que não se esperava que os franceses mudassem da noite para o dia. Mas o 9X8 foi pensado para Le Mans e não estava descartada a hipótese de surpreenderem. Isso foi parcialmente feito, com a liderança da prova a meio da noite. Mas a Peugeot acabou por se manter no mesmo registo que tem apresentado até agora. Um projeto interessante, que criou o interesse mediático como nenhum outro conseguiu, demora tempo a mostrar o verdadeiro potencial. Uma aposta arriscada que demora a dar os frutos verdadeiramente desejados.
Mas as grandes desilusões vieram dos LMP2. Especialmente de duas equipas que os fãs portugueses conhecem bem: A JOTA e a United Autosports. Não pela falta de qualidade do trabalho desenvolvido. Apenas porque ficaram longe do que se esperava.
A JOTA parecia uma das mais fortes candidatas aos primeiros lugares e Pietro Fittipaldi esteve sempre em evidência nos treinos. Na corrida acabaram por não conseguir materializar o bom andamento demonstrado. Na United, o fim de semana não começou da melhor forma, conseguiram aproximar-se do topo da tabela, mas a corrida também não correu de feição. Destas duas, talvez a JOTA tenha sido a desilusão maior, pois os britânicos têm apresentado um nível brilhante desde o ano passado. A United tem revelado algumas dificuldades em regressar aos níveis de 2020 em que conseguiram vencer tudo (WEC, ELMS e Le Mans). Le Mans já tinha aberto as portas à vitória a ambas as equipas, mas este ano resolveu afastá-las dos primeiros lugares.












