Há muitos candidatos para este “prémio”. Mas o carro #85 da Iron Dames é a nossa escolha para o “Bravo do Pelotão”, ou seja, quem merece destaque, mesmo que o resultado obtido não corresponda ao desejado e merecido.
Sarah Bovy, Rahel Frey e Michelle Gatting. Três senhoras em busca de sucesso num mundo onde os homens estão em larga maioria. O maior feito destas três pilotos? Conseguirem afastar aquela conversa das diferenças entre mulheres e homens. Sarah Bovy, Rahel Frey e Michelle Gatting são boas no que fazem. Ponto! São rápidas, trabalham bem em conjunto e os resultados estão à vista. São terceiras classificadas no campeonato para LMGTE, apenas atrás da tripulação do Aston Martin da ORT by TF e longe do dominador Corvette que ainda não sabe o que é terminar uma corrida abaixo do segundo lugar. Com o contratempo no começo da corrida, parecia que o Corvette estava fora das contas pela vitória, mas conseguiram uma recuperação notável e venceram merecidamente. Mas quem liderou a corrida durante muito tempo foi o Porsche #85 da Iron Dames, as Damas de Ferro. Infelizmente, a corrida escapou-lhes por entre os dedos perto do fim. Le Mans foi cruel para uma tripulação que merecia ter terminado no pódio, mas que apenas conseguiu o quarto lugar. Mas mais uma vez mostraram qualidade, mostraram que a igualdade pode ser uma realidade. Mostraram que Le Mans não escolhe géneros, apenas os melhores, o mais bem preparados. Elas estavam preparadas… Le Mans adiou-lhes a festa. Mas pela evolução demonstrada, haverá muito para festejar no futuro.
Foto: Phillipe Nanchino













Qualquer homem que estivesse a ver a TV, na altura da paragem em que elas perderam o 3º lugar, e diga que não lhe caiu uma lágrima furtiva, ou é mentiroso, ou um bruto insensível, sem hipótese de sucesso junto do ‘sexo fraco’. Grande corrida!
É aqui que elas mostram o seu valor, não na defunta W-Series.
São enormes, são um grupo equilibrado, não são as mais rápidas em tempo por volta, mas a Bronze Sarah Bovy é dos melhores bronze, e com os safety cars, o trabalho e vantagem dos bons bronze é anulado, sobressaindo a velocidade dos pilotos platina (para quem os tem). Para o ano vai ser mais difícil a classe AM vai acabar, passando a LMGT3, com escolha livre de platinas. É uma pena que algumas pilotos tenham a ilusão que são as melhores só porque ganham corridas na W series, e depois façam tristes figuras na Indy NXT, venha para a Endurance… Ler mais »
É Lilou Wadoux.
E em Sebring andaram bem melhor até serem arrumadas. Muito talento.
Foi pena não terem conseguido o pódio que seria plenamente merecido mas as corridas são assim. Já as sigo desde o ELMS e gosto muito de as ver em prova. Assisti aos festejos delas nas boxes em Portimão este ano e são muito boa onda, em especial a Sarah e a Michelle.