A clássica corrida de Fórmula 1 no Mónaco deste ano começou com o aviso feito por Michel Boeri, presidente do Automobile Club de Monaco (ACM), que o evento pode não se realizar após a temporada de 2025, ano em que termina o contrato atual entre o organizador monegasco e a competição gerida pela Liberty Media. O responsável do ACM disse à publicação Mónaco-Matin, que “o Mónaco tenta oferecer um espetáculo desportivo que outros podem não ter. Se os chefes do ‘circo’ não tiverem essa subtileza, é óbvio que estamos mortos, mas se não estiverem demasiado obcecados com uma ideologia, é certo que o Mónaco tem o seu lugar no campeonato do mundo. É um momento especial”.
No fim da 80ª edição do Grande Prémio do Mónaco, tudo o que aconteceu ao longo de três dias em pista, dão razão a Boeri, quando afirma que este evento tem lugar no campeonato. É certo que a chuva baralhou, um pouco, uma corrida que estava a ser muito estratégica e deu-nos ainda mais motivos para continuarmos a assistir à corrida, mas mesmo a qualificação foi emotiva e trouxe uma boa dose de ansiedade, algo que nem sempre temos visto durante o ano.
Entre o pelotão estiveram dois pilotos em destaque: Fernando Alonso e Max Verstappen e isso trouxe mais condimento à clássica do Mónaco. Há muitas queixas que no Mónaco não se consegue ultrapassar, há muitos acidentes, paragens e o pelotão anda em fila indiana… sim, os carros maiores não ajudam, mas não precisará um campeonato do mundo da FIA de pistas com diferentes características para alargar as possibilidades ao máximo de pilotos e equipas?











