A vitória da Toyota nas seis horas de Portimão não surpreendeu ninguém e a tendência para estar ainda para continuar. Mas a concorrência pode aproximar-se em breve e nas corridas de endurance, é preciso contar com outros fatores.
A Toyota foi forte e a tendência ficou clara logo nos treinos. A distância para a concorrência foi de quase um segundo e meio na qualificação, o que diz muito da valia atual do GR010. Na corrida isso foi ainda mais visível. Logo na largada o carro #8 “tirou bilhete” e foi embora, enquanto o #7 rapidamente recuperou de um arranque menos conseguido, com as duas máquinas nipónicas a afastarem-se da concorrência.
Apenas não vimos uma dobradinha da Toyota, pois o carro #7 foi obrigado a trocar de transmissão por falha de um sensor da FIA (um problema que afetou de forma menos severa a Peugeot). Todos os indicadores mostram que a Toyota foi e é a equipa mais forte. Questionamos elementos da Toyota sobre a maior força da equipa e a resposta foi clara: a experiência de um grupo de pessoas que trabalha em conjunto há muito tempo. Enquanto as outras equipas ainda tentam limar arestas, a “máquina humana” da Toyota está muito bem oleada. Será difícil pensar num favorito tão forte quanto a Toyota para vencer Le Mans.
É provável que a Toyota seja afetada com um BoP menos favorável nas próximas corridas, mas do que se vê, a força da Toyota está na fiabilidade do carro e da equipa. E esse é um trunfo muito forte. Da concorrência, a Ferrari parece ser a estrutura com mais argumentos para incomodar a curto trecho. Mas a Porsche deu este fim de semana os primeiros sinais verdadeiramente positivos, a Cadillac teve uma boa estreia fora do seu habitat e mesmo a Peugeot apresentou uma competitividade que ainda não se tinha visto. Há sinais positivos para os fãs e a Toyota deve continuar atenta, mesmo tendo vantagem no bolso.
Foto: José Bispo









