Ficou a impressão que a Red Bull geriu o andamento no final das corridas. No caso de Max Verstappen em Jidá, o ritmo que colocou em pista foi claramente superior e tanto ele como Sergio Pérez chegaram a rodar um segundo por volta mais rápido que o resto do pelotão. Terminaram a 20 segundos de Fernando Alonso, o que não é pouco, mas ficou a ideia que podia ter sido mais. Sergio Pérez confirmou que a equipa teve problemas de fiabilidade, pela segunda corrida consecutiva.
A Red Bull conseguiu dois triunfos folgados consecutivos, mas o final das corridas tem sido repleto de preocupações, com alguns problemas a afligir os pilotos e engenheiros.
“Bem, a fiabilidade está onde está. Vimo-lo hoje com o Aston Martin [de Lance Stroll]. Vai atingir-nos a dada altura, mas obviamente, temos de continuar a trabalhar nisso. Precisamos de minimizar as corridas com problemas, sempre que pudermos. Tivemos sorte no Bahrein, mas caso contrário, se tivéssemos de forçar o ritmo até ao fim, provavelmente não terminaríamos. Portanto, há muitas preocupações de fiabilidade neste momento, mas esperemos que não nos atinjam tão cedo”.
A Red Bull tem feito algo que a Mercedes já fez no arranque da era híbrida. Mesmo com problemas, foram vencendo e evitando problemas, pois a margem para a concorrência era tão grande que dava para gerir. Mas o cenário é diferente e as equipas estão mais próximas e as evoluções poderão aproximá-las ainda mais. Não é descabido um cenário de corridas em que a Red Bull não se poderá dar ao luxo de gerir. E, nessa altura, poderemos ver as fragilidades do carro. É bom relembrar que até a quarta ou quinta corrida do ano passado, o Ferrari era o carro mais rápido e mais fiável, cenário que mudou drasticamente depois. O RB19 é uma máquina superior ao F1-75, mas poderá falhar também.










