Um mea culpa, da parte que me toca! Na conferência de imprensa do Rali da Suécia, Becs Williams, que conduzia a sessão, a primeira pergunta que fez a Thierry Neuville, foi sobre a tática e o piloto não gostou: “Não vim aqui para falar sobre táticas, queria falar sobre o nosso grande fim-de-semana que tivemos e que não esperávamos”. E tem razão, muitas vezes nós jornalistas, damos mais ênfase aos aspetos negativos, e neste caso houve falta de sensibilidade pois é verdade que se tinha que tocar na questão da tática, mas não era preciso ser o tema dominante, pois é verdade que o belga fez um grande rali depois de ter tido uma forte gripe, e faltado a um teste pré-prova.
Viram-se as vezes que tossiu nas entrevistas, a dificuldade que teve no primeiro dia, o grande rali que fez daí para a frente.
É óbvio que o erro na Power Stage não podia ser escamoteado, pois trocou as voltas à decisão da equipa em mandar Craig Breen penalizar. Quanto a isso, nada a dizer, o irlandês faz apenas cinco provas e o belga poderia precisar dos pontos.
Nós jornalistas, não devemos deixar passar em claro as explicações que os pilotos precisam de dar, mas também não temos que lhes ‘cair em cima’ só pelos maus motivos.
Por fim, os adeptos: não há qualquer necessidade de chamar cobarde a um piloto como vi escrito, por aceitar penalizar. É néscio, porque os pilotos estão às ordens das equipas e quando não gostam, fazem o que fez Ott Tanak. Mudou de equipa.
E este nem sequer era um pedido anormal. Fazia todo o sentido. Poucos gostam de ver, mas é assim mesmo. E se no fim do ano Neuville perdesse o título por três pontos? Chamavam o quê a Cyril Abiteboul?









