Hélder Rodrigues, aos comandos de um Can-Am inscrito pela South Racing e navegado por Gonçalo Reis, teve uma etapa mais positiva depois de na quarta tirada, à semelhança de vários pilotos, ter ficado sem combustível o que o obrigou a permanecer várias horas no deserto à espera de ajuda. Na etapa 5 conseguiu uma posição mais confortável para partir para a jornada seguinte: “Este Dakar não está a ser nada fácil. Na etapa de ontem ficámos sem gasolina e tivemos de esperar por um T5 que só chegou passado três horas. Acabámos por vir diretos para o bivouac.
Foi um dia duro para nós e hoje partimos muito de trás, da posição 150, o que fazia antever uma jornada difícil. No entanto, conseguimos imprimir um bom ritmo até que a 30 km do reabastecimento tivemos de gerir novamente o andamento porque estávamos com problemas de consumo. Foi um dia complicado porque tivemos de passar muitos concorrentes, mas tentámos dar o nosso melhor.
A 40 km do fim partimos uma correia, mas tirando isso fizemos tudo bem. Amanhã vamos sair mais na frente e o objetivo é sempre fazer uma boa etapa, mas temos ainda de ver qual é que é o problema que o carro tem para fazer este consumo excessivo e ter ainda falta de potência”, referiu Hélder Rodrigues.
A caravana do Dakar 2023 parte amanhã para a sexta etapa que deveria ser mais longa desta edição do rali. No entanto,devido às chuvas dos últimos dias que provocaram uma inundação no bivouac em Al Duwadimi, a jornada cumprida entre Há’il e Al Duwadimi, com 877.69 km, 467 km dos quais cronometrados, foi reduzida em aproximadamente 100 km.
Pilotos e equipas irão depois efetuar uma ligação (de aproximadamente 300 km) até ao bivouac em Riade.












