Percebe-se que Max Verstappen tem tanto de bom piloto como de teimoso, basta ver como reage em pista na maior parte das vezes, são sempre os outros que tiram o pé porque sabem que ele não vai tirar, e sendo verdade que isso quase sempre o ajudou a ser o piloto que é hoje em dia, no Brasil deixou claro que tem pelo menos uma faceta que ainda precisa de ser polida.
Uma das coisas que sempre aprendi, desde ‘puto’, é que se entras numa luta, seja ela qual for, até podes ‘dar mais’, mas vais sempre ‘levar algumas’, e estar constantemente a ‘arranjar amigos’ nunca é boa política, porque um dia é certo que a ‘paga’ vem.
O que não se esperava era fazer a quem tanto o ajudou, o que lhe fez no GP do Brasil. Como é que alguém que lhe deu tanto, todos se lembram da frase de Verstappen “Checo é uma lenda”, de repente lhe é feito uma ‘desfeita’ daquelas? Mesmo que possa ter alguma razão, por vezes, de vez em quando, zangamo-nos com os amigos, mas quando eles precisam de nós, estamos lá.
Não foi o que fez Verstappen. Não é possível que o eventual ‘mal’ que Sergio Pérez possa ter feito a Verstappen ultrapasse o bem de todas as vezes que o ajudou a vencer corridas, e como sabemos, pelo menos um campeonato. Simplesmente, não é possível.
Portanto, é inexplicável sob todos os pontos de vista que não tenha antecipado a ‘negatividade’ que está a colher agora, face ao que fez. Até pode ser “para o lado que dorme melhor”, mas, a arranjar amigos assim vai ter claramente mais dificuldade de ir longe. Porque mais cedo ou amis tarde, vai precisar.
Desrespeitou o companheiro, a equipa, porque há regras que não estão escritas, mas o bom senso deve existir. Foi vingativo, e pessoalmente acho que perdeu muito mais do que ganha.
Verstappen devia perceber que seria para si benéfico ter o seu companheiro de equipa ao seu lado.
E não vai ter mais. Se ‘Checo’ lhe puder ‘agradecer’ a desfeita, não vai deixar de o fazer. Resta saber é onde e como…













