Depois de oito títulos mundiais de construtores consecutivos, a Mercedes pode terminar o primeiro ano da nova geração de monolugares sem conquistar qualquer vitória em 22 corridas. Tanto os responsáveis da equipa como os pilotos tinham avisado antes que o conceito do monolugar de 2023 estava completamente em aberto, depois do desafio que tem sido o W13 e os problemas encontrados durante a época. Pensava-se ser uma questão de resolver as oscilações, mas essa questão mascarou outros problemas que a equipa ainda não conseguiu resolver.
Toto Wolff admitiu mudanças profundas planeadas para o próximo monolugar. “O ADN do carro vai mudar para o próximo ano, isso é claro”, disse Wolff. “Isto não significa necessariamente que o nosso design vai ser muito diferente, mas certamente, o que faz parte do ADN do carro, a arquitetura do carro, vai mudar para o próximo ano”.
Uma das fragilidades do W13 é a velocidade de ponta nas retas. Wolff explicou que “por alguma razão, penso que o nosso carro é, de uma forma geral, carrega demasiado arrasto. É algo que precisamos de descobrir para o próximo ano”.
O responsável da Mercedes salientou que “o limite orçamental desempenhou um papel, não podemos simplesmente produzir quantidades infinitas de peças de baixo arrasto ou passar muito tempo no túnel de vento para encontrarmos soluções”. No entanto, com a atribuição de tempo extra de utilização do túnel de vento para o desenvolvimento do carro 2023, Wolff está optimista. “Conquistamos o Campeonato de Construtores pelo que todo o semestre de 2022, tivemos sete por cento menos tempo de túnel de vento ao longo destes 18 meses do que a Red Bull, e muito menos do que a Ferrari. Agora parece que é ao contrário. Em comparação com a Red Bull, vamos ter mais 14% se terminarmos em terceiro lugar. Assim, ao longo do tempo é exatamente a razão dos regulamentos terem sido concebidos. Deve dar-nos o potencial para encurtarmos alguma da desvantagem”, concluiu.











