Carlos Sainz queixou-se da falta de sorte este ano, depois de ter ficado mais uma vez de fora da corrida, após um toque de George Russell que terá danificado um radiador e provocado problemas de sobreaquecimento no seu F1-75. Mas serão as queixas de Sainz justificadas?
Olhando de forma breve para os números… sim, Carlos Sainz tem motivos de queixa e de facto não tem tido a sorte do seu lado. Senão vejamos, em 19 corridas o espanhol da Ferrari foi obrigado a desistir seis vezes, quatro vezes por incidentes e duas vezes com falhas mecânicas. Isto faz com que Sainz seja o piloto com menos voltas dadas do pelotão, tendo completado apenas 833 voltas, 76.1% das voltas possíveis. Sainz fica atrás de Zhou Guanyu (862 voltas), Alex Albon (902 voltas, com menos um GP) e Sebastian Vettel (902 voltas.) Como termo de comparação, Charles Leclerc, o seu colega de equipa, que teve três desistências, tem 989 voltas feitas. Max Verstappen, que conquistou o título em Suzuka, tem 1071 voltas completadas (97.9% das voltas possíveis) ficando apenas atrás de Lando Norris, o piloto com mais voltas completadas (1078 – 98.3%).
Com estes dados, é fácil entender a frustração de Sainz no final da sua curta corrida nos EUA. Tem menos 156 voltas que o seu colega de equipa e menos 242 voltas que Lando Norris. Não vamos avaliar aqui se Sainz é mais culpado do que réu nas quatro desistências por acidentes, mas os números não mentem e a época do #55 da Scuderia é, de facto, negativa.












